Em ano de eleições autárquicas, é indispensável perceber qual é o legado que nos deixa quem está no poder e fazer balanços.
O Partido Socialista é maioritário nos municípios do distrito de Vila Real desde setembro de 2013, está no governo desde os finais de 2015 e lidera o concelho desde 2017.
Ou seja, quer a nível nacional, quer a nível local, estão entregues ao PS as responsabilidades de liderar um projeto de desenvolvimento para o distrito e para a maioria dos seus municípios.
Qual é esse projeto? Ninguém sabe, pois para além de pacotes de medidas desgarradas e mal executadas subordinadas ao tema da coesão territorial, pouco ou nada foi feito.
O que sabemos são os efeitos de decisões incoerentes, não planeadas e irrefletidas, mas recheadas de pompa e circunstância, para enganar os mais distraídos e alguns incautos.
Assim, deixo um conjunto de exemplos sobre questões essenciais para a evolução do interior e do distrito em particular, sujeitas à negligência governativa socialista.
No caso demográfico, as parcas políticas de família não têm impedido a diminuição populacional através da desertificação e o despovoamento ou o inverno demográfico.
No setor social, abunda o preconceito ideológico, o tratamento desigual, as políticas que não promovem a emancipação do indivíduo e a mobilidade social.
Na saúde, as infraestruturas e serviços existentes não respondem às necessidades, com uma excessiva rotação de médicos de família, falta de especialistas e equipamentos obsoletos.
Na educação, a inexistência do ensino dual faz com que o ensino profissional ignore as exigências do mercado de trabalho, não qualificando, nem atribuindo competências adequadas e indispensáveis aos jovens.
No ensino superior, a UTAD continua à deriva, faltando um projeto unificador que envolva todo o território de implantação. Falta cumprir a ambição de uma universidade de excelência.
Nos transportes, a inexistência de alternativas de mobilidade e a chaga das portagens e das sobretaxas nos combustíveis retira rendimentos às famílias e competitividade às empresas.
A nível económico, a carência de incentivos fiscais e outros que promovam a captação de investimento privado e estrangeiro e de trabalhadores qualificados, por forma a fazer crescer a região.
Ao fim deste tempo de governação local e nacional do Partido Socialista, em simultâneo, a consequência das políticas seguidas aprofundou a situação grave que vem reduzindo as perspetivas de futuro.
Nas próximas eleições autárquicas, urge quebrar o ciclo regressivo que o PS teima em não resolver.






