Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2022
Victor Pereira
Pároco. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

A urgência climática

Não há tempo a perder face à atual situação climática do planeta e aos grandes desafios que vamos ter de enfrentar nas próximas décadas, a luta hercúlea que vamos ter de travar contra as alterações climáticas, que, neste momento, são indesmentíveis.

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Será a grande batalha da humanidade nas próximas décadas.

Segundo estudos e relatórios de instituições fidedignas, os próximos trinta anos já estão perdidos, o aquecimento global está imparável, devido, sobretudo, às grandes emissões de dióxido de carbono e outros gases de estufa resultantes da ação humana, trazendo graves consequências para a vida do planeta. Podemos achar que todos estes dados estão inflacionados e fazem parte de uma manipulação, continuar a viver e a fazer de conta que isto não é nada connosco e que quem vier a seguir que se arranje, ou que o futuro tenebroso que os oráculos científicos professam ainda está distante, até ao dia em que a verdade nos vai entrar abruptamente a sério pelo corpo adentro ou pelas portas da nossa casa.

Muitos de alguns interesses instalados permanecem surdos e esfíngicos às mudanças. A troco dos avaros lucros imediatos, recusam-se a pensar no longo prazo. A indústria continua a poluir desalmadamente. A aviação atingiu níveis insuportáveis. Nós mesmos lamentamos o que está a acontecer e anunciamos que algo tem de mudar, mas, no concreto, queremos continuar a ter tudo e a usar tudo o que queremos e que nos apetece, boa parte futilidades.

Somos adversos à mudança, mas não podemos continuar a alimentar uma sociedade de consumo, como esta em que vivemos. Continuamos vorazes como temos sido nas últimas décadas. Não queremos baixar o nível de vida que estipulámos, até que um dia a verdade do planeta nos venha abrir os olhos.

Se não vamos mudar a bem, vamos mudar a mal. Muita coisa vai encarecer nos próximos anos, será a forma de muita gente corrigir comportamentos e condutas. Em vez disso, podemos começar já, aos poucos, a fazer uma pequena revolução na nossa vida pessoal e familiar: aprender a viver só com o essencial, usarmos o carro para o que é mesmo necessário e diminuir a frota familiar, andar mais a pé e de bicicleta, não acumular muitas coisas e combater o desperdício, travar o consumismo fútil, viajar menos, comprar produtos essenciais que tenham mais respeito pela natureza, não desperdiçar água, cultivar uma horta com produtos para casa, melhorar o isolamento das casas e reduzir o consumo de eletricidade, entre tantas outras ações responsáveis.

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