Domingo, 31 de Maio de 2026
Rodrigo Sá
Rodrigo Sá
Engenheiro

Adeus 2016, foste um bom ano…

Eu gostei do ano 2016. Aliás diria que há algum tempo que todos nós, enquanto comunidade, estávamos a precisar de um ano assim.

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Claro que nem tudo foram rosas, perderam-se algumas figuras públicas importantes (nomeadamente cantores), um dos pais da democracia portuguesa, Mário Soares, está bastante doente, mas penso que numa perspetiva mais geral será um ano para lembrar com um sorriso. Comecemos pela cena política.

Pela primeira vez em muito tempo tivemos um orçamento de estado que não foi chumbado pelo Tribunal Constitucional e um governo que aparentemente vai cumprir as nossas obrigações europeias em termos de finanças públicas. Ao mesmo tempo foi repondo rendimentos do trabalho e direitos sociais, num modelo que nos diziam ser impossível de concretizar. Pelos vistos não era.

O desemprego baixou, a economia acelerou acima do esperado e a “geringonça” continua firme no apoio ao governo. Ao nível da afirmação de Portugal no contexto internacional, também não andamos nada mal. António Guterres é o novo Secretário-geral da ONU, uma organização que congrega 193 países. Na minha opinião, trata-se do facto mais importante do ano e dos mais históricos das últimas décadas.

No desporto houve muitas vitórias internacionais, mas é incontornável que Portugal é campeão europeu de futebol, Ronaldo o melhor jogador do mundo e Fernando Santos o melhor treinador do mundo. Nada mau para um pequeno país a sair de grandes dificuldades. E olhando para Vila Real, também podemos sorrir.

As corridas automóveis foram novamente um grande sucesso local, nacional e internacional, coroadas com a vitória do Tiago Monteiro em frente a dezenas de milhar de pessoas, numa casa que também é sua. O Barro Preto de Bisalhães foi reconhecido pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade, numa candidatura promovida pelo Município, e passou a fazer parte da cultura de todo o Mundo.

Destaco ainda a concretização no nosso concelho de uma série de investimentos privados importantes, de hospitais a um Call-center, que potenciarão a criação de muitos empregos, tão necessários, e a dinamização económica da região. Ao mesmo tempo o próprio Município apresenta-se financeiramente muito saudável e extremamente ativo, quer ao nível da captação de investimento, quer ao nível da animação, quer até no lançamento de programas de apoio cultural, desportivo e social. Vila Real está claramente a trilhar um caminho de afirmação como um dos mais importantes territórios portugueses. 2016 não foi um ano perfeito, mas não há anos perfeitos.

Por comparação com o cinzentismo e a depressão nacional a que nos tinham obrigado, parece-me que melhoramos significativamente. E o ano que aí vem tem tudo para ser interessante também, embora interessante não seja necessariamente bom. Estou a lembrar-me, por exemplo, da tomada de posse de Donald Trump como Presidente dos EUA, no próximo dia 6. Por outro lado, teremos eleições autárquicas em setembro, o que é sempre positivo.

Exercitaremos a democracia, avaliaremos quem fez e quem não fez, e perspetivaremos o futuro do nosso concelho. Mas ainda é muito cedo para imaginar o próximo ano. Relendo tudo o que escrevi acima, pergunto: alguém imaginou que 2016 fosse assim? Eu não.

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