Sexta-feira, 25 de Junho de 2021
Armando Moreira
MIRADOURO Ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Aviação? Quem paga?

Carlos Cupeto, colunista de um Semanário Setubalense, que ocasionalmente chegou às nossas mãos, escrevia na edição de 13 de maio: “Aeroporto, Beja é Lisboa”.

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Em resumo, afirma que o país anda há mais de 50 anos para decidir sobre o aeroporto de Lisboa, por ter chegado à conclusão de que estando ele situado no centro da cidade, não permite a necessária ampliação das pistas atuais. Assim sendo, havia que procurar outras alternativas. E o que tem ocorrido até agora, aos governantes, é encontrar uma solução, nas imediações da capital, falando-se em Alcochete e Montijo, como localizações possíveis para construir novas pistas de aterragem. Não tem ocorrido, a essas entidades, perceber que um novo aeroporto custará ao erário público muitos milhares de milhões, para além de que a sua construção nunca estará concluída em menos de uma dezena de anos.

O exemplo de outras cidades, como Madrid ou Londres, daria para perceber que as soluções encontradas para a navegação aérea, não têm que ficar necessariamente nos arredores, ainda que, como escreve este colunista: Lisboa é arredores de Madrid, e cada vez mais o será. Lembra que quando tratamos de aviões e aeroportos a escala é global. Neste entendimento refere que a alternativa ao aeroporto de Lisboa seria, ou melhor, deveria ser, Beja. Em sua opinião, não é interior, não é arredor, ou tão pouco subúrbio de Lisboa. Concluindo: Beja é Lisboa.

Neste artigo explica que o aeroporto de Beja existe, porque em determinada altura a Força Aérea escolheu esta localização pelas suas condições aeronáuticas excecionais e instalou ali uma Base Aérea, que em termos de superfície ocupada é a maior da Europa e uma das maiores do mundo. De tal maneira que a Força Aérea Alemã se instalou ali, desde muito cedo.

Em conclusão, poder-se-á dizer que havendo já tão boas infraestruturas aeronáuticas, só há que aproveitá-las. Esqueçam-se as novas pistas.

Quanto à nossa Transportadora Aérea – a TAP, percebe-se que aquilo é um verdadeiro sorvedouro de dinheiro. Tal como está, é um gigante com pés de barro. De tal forma visível, que a Comissão Europeia, não concorda, – conforme vem sendo referido na imprensa –, com a injeção de mais 1200 milhões de euros do erário público, para fazer face ao buraco financeiro, criado por uma gestão megalómana e por privilégios indecorosos de que usufruem os seus trabalhadores.

Remodele-se a empresa, se entendem que os «low cost» não resolvem o problema, mas aliviem as Finanças Públicas. Somos todos nós que pagamos esta fatura com os nossos impostos!

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