Segunda-feira, 14 de Junho de 2021
Vitor Pimentel
Empresário. Colunista de A Voz de Trás-os-Montes

Chaves está a mudar(?)

O Partido Socialista decidiu lançar a sua candidatura aos órgãos autárquicos de Chaves com um slogan tão fraco como indefinido.

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Num ano que corresponde ao balanço do presente mandato, nunca um slogan representou tanto e tão pouco. Este slogan representa um trabalho que em 2017 o executivo do PS se propôs, mas que em certas áreas nem começou, como a implantação da agência de captação de investimento, a criação do programa Start-Up Chaves, a constituição do fundo municipal de apoio ao empreendedorismo, a criação da Feira de Turismo e Negócios do Alto Tâmega, a requalificação do Rivelas, a aquisição, reconstrução e arrendamento de imóveis no Centro Histórico ou a construção das Piscinas Municipais e do Pavilhão Multiusos.

Representa também um trabalho, que em diversas áreas, era precedente e que ainda não terminou, como a abertura do Museu das Termas Romanas ou a execução da componente de obra dos Orçamentos Participativos.

E representa também um trabalho que, em outras áreas, foi lançado durante este mandato como a elevação da Ponte Romana a Património Mundial ou a requalificação do Cineteatro.
Após 4 anos de mandato, pouco ou nada pode e deve ser atribuído a este executivo municipal, pois fez pouco ou nada para inverter a realidade e o status quo.

Então, pergunto, o que está verdadeiramente a mudar? Onde está a mudança em Chaves?
A única resposta possível é: na comunicação.

Tal como canta a Leopoldina no Natal, “bem-vindos ao mundo encantado dos anúncios, onde há piscinas termais ao ar livre, palácios da água, concursos de ideias e 3D’s de piscinas municipais sem data nem financiamento”, num registo em que é mais importante prometer do que fazer, é mais importante gerir as expectativas do que cumprir, é mais importante um 3D do que uma obra acabada, e tudo isto porque um sonho glorioso é sempre mais poderoso que uma realidade deprimente.

Mas, como a realidade dos flavienses não se faz de ilusões, pergunto, quando é que a autarquia cumpre o disposto na alínea c), do nº 1, do artigo 5º, da Lei nº 35/2014, de 20 de junho – a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas – tornando públicos os Contratos a Termo Resolutivo Incerto, os Contratos de Prestação de Serviço em modalidade de Avença e de Tarefa?

Já todos sabemos que para o Partido Socialista é mais importante o cartão de militante que a competência, seja no Governo seja nas autarquias, mas não deixe que tal facto o impeça de cumprir a lei, pois já vai com 2 anos e meio de atraso.

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