Este comportamento torna-se mais embaraçoso quando se percebe que isto é o resultado do desespero, da busca incessante por boas notícias que disfarcem a inércia e o marasmo que se perpetuam.
As últimas semanas têm sido pródigas neste tipo de ação de comunicação. Desde notícias relativas ao Hospital, passando por anúncios de investimentos privados e terminando na cópia de propostas apresentadas, previamente, pelo CDS-PP.
O anúncio do pacote de 1 milhão de euros para apoio às empresas, à semelhança do que é feito noutros municípios do país, foi uma proposta do CDS, apresentada desde meados do ano de 2020 e que, até agora, tinha sido rejeitada taxativamente.
A notícia referente ao pagamento de estacionamento por Via Verde é uma proposta realizada pelo CDS em moção de junho de 2018, que foi prontamente rejeitada pelo senhor presidente da câmara municipal e pelo grupo municipal do PS.
Em contraponto, continua por explicar, por parte do executivo socialista, o que vai acontecer com o espólio encontrado nas obras do antigo cineteatro.
Diz-se no “boca a boca”, e confirma-se com quem tem conhecimento do processo, que a ideia é tapar a enorme riqueza que lá foi encontrada, e que poderia ser um ponto de atração turística único, sem fazer grande alarido e sem dar qualquer explicação sobre o que realmente lá existe. É certo que a musealização e posterior manutenção desse espólio fica caro, no entanto, pergunto: estamos ou não a tentar tornar Chaves num marco turístico? O caro é sempre relativo! Aqui não há referendo? Ou o referendo só serve para pagar promessas no desespero do voto? Vamos então simplesmente tapar uma riqueza, num local que era uma sala de espetáculos, que deveria ser recuperada e não destruída, mas que ao destruí-la foi descoberta uma riqueza ainda maior.
Qual é o plano? Parece que é fingir que a riqueza não existe! Aliás, podemos afirmar que esse fingimento é a primeira sensação do “Palácio sensorial” que aí se diz que um dia aparecerá!
Perante estes factos, não existe qualquer noção de coerência que resista à vontade socialista em coletivizar ideias, projetos, propostas, iniciativas, ações e concretizações, pois o que importa é fingir que fez, fingir que faz e fingir que fará.





