Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
Manuel R. Cordeiro
Manuel R. Cordeiro
Professor Catedrático aposentado da UTAD

Flash – Um companheiro

No texto de hoje vou tratar de um tema que me parece muito interessante e resultou de algumas conversas que tive com a minha neta Leonor, de 10 anos.

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Como eu escrevo um texto, uma vez por mês, para A VOZ DE TRÁS-OS-MONTES, um dia ela iniciou uma conversa comigo nestes termos: Avô porque é que tu escreves no jornal? Leonor porque eu estudei muito e sei muitas coisas. Ao escrever no jornal as pessoas que lerem os textos ficam a saber mais. E porque, no jornal, estás com gravata? Leonor tu quando vais a uma festa de anos vais vestida de maneira diferente do que se fores a uma cerimónia religiosa. Nós devemos vestir-nos conforme o que vamos fazer. No jornal há muitas pessoas a lerem-nos e devemos estar bem-apresentados.

Passados uns dias, estando a nossa família reunida em Vila Real, eu peguei no computador e fui-me sentar num sofá, anunciando “vou acabar o artigo para A Voz de Trás-os-Montes”. Passados uns minutos abeirou-se de mim e disparou “Avô o que é um artigo? Expliquei-lhe que é um texto que é escrito para ser publicado num jornal e para as pessoas lerem.

No seguimento desta conversa, lancei-lhe um desafio: um dia vamos escrever eu e tu um artigo para o jornal. O tema vais ser tu a escolher. Sobre o que é que gostavas que escrevêssemos? A resposta veio de imediato: sobre o Flash, o seu cão. Eu aceito. Vou-te fazer algumas perguntas relacionadas com o tema. A primeira aqui vai: o que é para ti o Flash? Resposta pronta: é um COMPANHEIRO.

É um cão da raça Yorkshire Terrier e tem cerca de 7 anos dos quais 5 em convivência com a Leonor. Os pais compraram-no, a seu pedido, porque ela se sentia sozinha, pois ainda não tinha nascido o Miguel, seu irmão.

Ela diz que quando ele entrou em sua casa a escolheu como sua mãe. Pensa que ele a entende muito bem e que obedece às ordens que ela lhe dá.

Desde que o Miguel nasceu, o Flash depressa o adotou como mais um companheiro com quem partilha o tempo em comum.

Sempre tive um relacionamento muito são com os cães que havia em casa dos meus pais. Reconheço-lhes virtudes que muito podem ajudar as crianças no seu crescimento.
Em vários textos da internet, nomeadamente textos da Wikipédia, podem ler-se afirmações de pessoas qualificadas, da área dos animais de estimação, como: os cães potenciam o equilíbrio emocional das crianças, reduzindo estados como a ansiedade, a depressão e a ira. De facto, a maioria das crianças fala com os seus animais de estimação porque acredita que estes compreendem o que sentem.

Também a fundação Affinity, organização dedicada a promover o vínculo entre pessoas e animais, especialmente cães e gatos, realizou um estudo onde se revelou que 94% das crianças reconhecem sentir-se melhor quando têm um animal próximo. Por isso, recorrem aos seus animais de estimação em busca de tranquilidade e segurança quando sentem emoções como raiva, tristeza ou frustração.

Estes dados sugerem que os cães ajudam as crianças a gerir melhor as suas emoções, exercendo um efeito tranquilizador. Esse efeito pode dever-se, por um lado, aos mecanismos fisiológicos ativados quando as crianças entram em contacto com os animais, nomeadamente, o aumento de oxitocina, que reduz o stresse psicológico.

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