Quarta-feira, 22 de Julho de 2026
Manuel R. Cordeiro
Manuel R. Cordeiro
Professor Catedrático aposentado da UTAD

General Sepúlveda, ilustre transmontano – II

Como é natural, o destaque que o General Manuel de Sepúlveda teve ao serviço de Portugal levou a que lhe fossem concedidas Mercês por parte dos Reis de Portugal e ocupasse lugares de relevo, tanto na área militar como na área civil.

O facto de o seu pai ter sido um militar distinto e se ter distinguido tanto na área civil como na militar, foram um incentivo para ele ter chegado a ser um distintíssimo militar.

O seu pai ocupou por duas vezes, em 1719 e 1740, o lugar de Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Mirandela.

Foi Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Guerra.

Sucedeu nos vínculos e casa de seu pai, no dia 13 de março de 1755.

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Faleceu em Lisboa no dia 28 de abril de 1814.

Dos seis irmãos que teve, dois tiveram João como primeiro nome e os dois atingiram grande notoriedade. Um era formado em Direito de Cânones pela Universidade de Coimbra, tendo feito diligência de habilitação à Ordem de Cristo em 12 de outubro de 1750. O outro foi o Capitão de Cavalaria na Província da Beira, Moçambique, e faleceu nessa altura.

Entretanto, o Manuel foi promovido a Brigadeiro por Carta Régia de 14 de junho de 1774 e nomeado Governador da Praça de Bragança, por decreto de 22 de novembro do mesmo ano. Estas distinções foram justificadas pelos serviços por ele prestados ao Reino de Portugal. O Manuel fez Autos de Justificação com o João formado em Direito, para mostrarem que eram irmãos legítimos e únicos herdeiros do João que faleceu. Com estes autos pretendiam receber as tenças que ele teve em vida.

Do seu casamento com Dona Joana Correia e Benevides, teve sete filhos, todos nascidos em Bragança e batizados na freguesia de Santa Maria: Maria Inácia, Ana Clara, Teresa, António, Bernardo, Manuel, João António e José António.

Os que mais se distinguiram foram o António e o Bernardo. O primeiro foi Major da Praça de Bragança e foi o primeiro Visconde de Ervedosa, com grandeza, em sua vida, criado por Dona Maria I, Rainha de Portugal, por decreto de 13 de maio de 1815 e Carta de 19 de maio do mesmo ano.

O Bernardo foi deputado às cortes de 1821, comendador da antiga Ordem da Torre e Espada, cavaleiro da Ordem Militar de S. Bento de Avis, brigadeiro do exército, governador das armas da corte e província da Estremadura, em 1821. Foi agraciado com a medalha de comando durante a Guerra Peninsular e serviu de ajudante-general do exército Lusitano. Foi Fidalgo Cavaleiro. Segundo o Abade de Baçal, faleceu em Paris no dia 9 de abril de 1833.

Bragança esteve ligada a dois momentos de grande importância para Portugal e para Trás-os-Montes: o casamento secreto de D. Pedro I e Dona Inês de Castro e foi o local de onde partiu a oposição às Invasões Francesas, em que o General Sepúlveda teve ação destacada.

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