Quinta-feira, 28 de Outubro de 2021
Eduardo Varandas
Arquiteto. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Mamadou Ba versus António Costa

O luso-senegalês Mamadou Ba (MB), na senda da sua militância desmedida de vir constantemente a terreiro perorar sobre o racismo – que descobriu em cada recanto deste país, a que quis pertencer de livre vontade – resolveu, desta vez, investir sobre o primeiro-ministro António Costa (AC), a propósito de uma entrevista concedida pelo PM, ao jornal Público, afirmando, e muito bem, que “nem André Ventura nem Mamadou Ba, representam aquilo que é o sentimento generalizado do país. Felizmente”.

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Num recente programa da RTP, MB resolveu, mais uma vez, recorrer à mistificação e à ignorância, afirmando que a escravatura transatlântica, foi a maior desgraça que se abateu sobre os negros, omitindo, deliberadamente, o tráfico negreiro arabo-muçulmano, que ultrapassou, de longe, a escravatura praticada pelos europeus, em tudo quanto se possa imaginar de horrendo e desumano, como tem demonstrado o seu compatriota, o antropólogo Tidiane N´Diaye, em vários estudos de investigação que tem publicado e trazido à colação. 

Há dias, veio novamente a público a notícia do treinador de futebol Diamantino Miranda, que tendo sido contratado, há uns anos, para treinar um clube moçambicano, foi obrigado a deixar Moçambique em 24 horas, por declarações prestadas, numa entrevista televisiva, que as autoridades locais consideraram ofensivas. Ora, isto prova que se as aleivosias proferidas pelo cidadão MB, tivessem sido pronunciadas em qualquer país africano, há muito, que ele teria, com certeza, a mesma sorte que foi reservada ao Diamantino Miranda.

A arrogância e leviandade que este pretenso arauto da defesa dos direitos das minorias vem demonstrando na sua cruzada contra o homem branco, só é possível por beneficiar, indiscriminadamente, do espaço público que lhe vem sendo concedido nos meios de comunicação social e de algumas forças políticas que preferem adotar posições do politicamente correto, em vez de assumirem as suas responsabilidades na desmitificação deste tipo de comportamentos arrogantes e provocatórios.

No campeonato europeu de atletismo, realizado há pouco na Polónia, destacaram-se três atletas, envergando as cores nacionais, por terem sido medalhados a ouro. Foram eles o luso-cubano Pedro Pichardo, a luso-camaronesa Uriol Dongmo, e a Patrícia Mamona, de ascendência angolana. A proeza conseguida por estes três representantes do desporto nacional, é a prova evidente da diversidade cultural existente nesta Pátria Lusitana, onde gente de todo o mundo convive naturalmente, sem preconceitos de qualquer espécie ou epítetos bacocos.

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