Sexta-feira, 30 de Setembro de 2022
Mário Lisboa
Mário Lisboa
Tenente-Coronel da Força Aérea. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

O panorama aeronáutico de Trás-os-Montes

Nestes últimos 20 anos, a província de Trás-os-Montes tem sido ativada por vários agentes de mobilidade, dos quais o aeronáutico aparece com grande realce.

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De facto, os aeródromos de Vila Real, Bragança, Mogadouro, Mirandela e mais tarde o da Chã em Alijó passaram a ter uma visibilidade no desenvolvimento dos transportes na região.
É evidente, que os aeródromos de Vila Real e Bragança aparecem no topo do que acima afirmamos principalmente com as carreiras aéreas diárias Lisboa – Viseu – Vila Real e mais tarde com o prolongamento para Portimão, saindo do aeroporto secundário de Tires (Cascais).
Nesta data em que escrevemos o aeródromo de Vila Real continua inoperativo para aeronaves de asa fixa, só para helicópteros.
Quem se quiser deslocar de Vila Real para Lisboa, terá que ir a Bragança sem outra alternativa.
Parece, segundo alguma informação regional, que o município de Vila Real está a tentar resolver o problema do abaixamento da pista do aeródromo, com a maior brevidade.
Julgamos que inerente a todo o processo de reativação do aeródromo por ser uma obra de grande projeção, deveria o município vila-realense aproveitar a situação para equacionar o aumento da atual pista em 600 ou 800 metros. Este desígnio tem sido ao longo de décadas a nossa intenção e no tempo do Dr. Manuel Martins, que nada fez sobre isto, só o senhor Machado e o Dr. Varela, é que com visão à distância apoiaram esta nossa posição, conseguindo o Plano Diretor do Aeródromo, que pensamos ainda estar atualizado.
É natural que face às enormes solicitações em termos de ocupação da área do aeródromo, o já referido Plano Diretor necessita de alguns ajustes como, por exemplo, a verificação dos ventos dominantes com a pista e outros que a ANAM, autoridade competente poderá definir.
Ainda e dentro da mobilidade em Trás-os-Montes, estamos em época de eleições e alguns políticos estão a acenar com a reativação das linhas férreas encerradas sem quaisquer razões. Até falam em ligações das capitais de distrito, Vila-Real e Bragança, esquecendo que ainda têm os carris das linhas Corgo e Tua e é só limpá-las e pô-las operativas para o normal funcionamento dos comboios.
Realmente, no caso da linha do Tua, foi uma vergonha ter sido inundada para a construção da barragem que depois foi vendida. Esta linha férrea era um ex-libris do transporte ferroviário a nível mundial.
Isto neste país é assim, e pelos vistos continua. Só promessas. Realidades só quando ele quiserem.

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