Domingo, 7 de Dezembro de 2025
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O PS no nosso distrito

Ao inverso daquilo que ser expectável e contrariado o sentido decrescente que enfrentava o Partido Socialista, as eleições autárquicas serviram não somente para evitar uma queda abrupta do partido, como também, em certos distritos – como é o caso de Vila Real – demonstrar que ainda existe espaço para crescer e ressurgir.

 

Os catorze concelhos que compõem o nosso distrito, continuam a repartir-se partidariamente de forma igualitária, sete do Partido Social Democrata: Alijó; Boticas; Peso da Régua; Mondim de Basto; Murça; Valpaços e Vila Pouca de Aguiar; e sete do Partido Socialista: Chaves; Mesão Frio; Montalegre; Ribeira de Pena; Sabrosa; Santa Marta de Penaguião e Vila Real.

Com o pronúncio de que iríamos ser confrontados com a força do segundo partido mais representado na Assembleia da República e com o fim do Bipartidarismo autárquico, não seria desmedido que se pensasse numa queda nas intenções de voto do antagonista do Chega, ou seja, do Partido Socialista.

Contudo, a tendência de votos dos transmontanos mostrou-se bastante diferente. O Partido Socialista cresceu em parte significativa dos concelhos onde apresentou candidatura. Fê-lo em todos os municípios, com exceção de Boticas, tendo resultado um aumento no número de votos – quando comparado com idêntico ato eleitoral de 2021 – em 11 das 13 autarquias.

Face a 2021, o Partido Socialista logrou mais: 998 votos em Vila Pouca de Aguiar; 908 votos em Sabrosa; 367 votos em Ribeira de Pena; 311 votos em Chaves; 303 votos em Montalegre; 290 votos em Alijó; 239 votos em Vila Real; 148 votos em Murça; 107 votos em Santa Marta de Penaguião e 13 votos em Mesão Frio.

Ao inverso, utilizando semelhante amostra, verifica-se que o Partido Social Democrata viu reduzidos os seus votos em 10 das 14 câmaras às quais foi proponente, tendo perdido: 2.136 votos em Vila Pouca de Aguiar; 1.030 votos em Alijó; 1.008 votos em Chaves; 994 votos em Vila Real; 735 votos em Valpaços; 516 votos em Ribeira de Pena; 428 votos em Montalegre; 261 votos em Murça; 205 votos em Santa Marta de Penaguião e 10 votos em Mondim de Basto.

Nesta senda, também se constata que existem concelhos onde os votos nas duas maiores forças políticas têm o mesmo sentido. Em Sabrosa e Mesão Frio, sobe, simultaneamente, o número de votos nas candidaturas PS e PSD, circunstância que se justifica com a ausência de candidatura de movimento independente, quando comparado com o cenário autárquico de 2021.

Já em Mondim de Basto, os dois partidos perdem votação. A diminuição de nove eleitores no número de votantes não é razão para o sucedido, presumindo-se que tal nuance se deva ao aparecimento do Chega que obteve 160 votos.

Não obstante a mensagem positiva que o Partido Socialista tem que retirar de Vila Real, que se conjuga com o cartão vermelho passado ao Chega que, em grande parte dos municípios foi irrelevante, certo é que este sentido de voto não resultou em qualquer alteração nas esferas partidárias das câmaras municipais, continuando os desígnios das autarquias sob a mesma alçada.

 

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