Sábado, 21 de Maio de 2022
Adérito Silveira
Maestro do Coral da Cidade de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

O que nos espera?

Há tempos, numa sala de espera do consultório médico, uma senhora sorria de olhos semicerrados, pouco depois meteu conversa com um deficiente motor, este perguntou-lhe porque sorria daquela forma.

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Respondeu-lhe que ia ser operada e que se sentia reconfortada ao recordar pequenas felicidades do seu a dia a dia. Coisas aparentemente sem importância como: “tomar um galão quente pela manhã com uma bela torrada; encontrar um livro que julgava perdido; ter uma conversa com uma velha amizade; vislumbrar a lua numa noite estrelada.”

Enfim, coisas banais, coisas que não fazem das notícias do dia a dia.
Afinal, a felicidade é sempre relativa e ela pode estar em pequenos lugares de prazer, devaneios singelos para valorizar pequenos nadas.

Vivemos tempos de incerteza, a impulsividade parece ir à frente da racionalidade. Há choques que emergem quando alguém impõe ideias que não se coadunam com a razão universal, há quem tenha prazer em fomentar a discórdia, muitas vezes não se quer debater mas apenas sentenciar, identificam-se fragilidades alheias, mas não se contribui com ideias alternativas.

Fala-se muito, debitam-se palavras já gastas, sem sentido porque cansadas de serem ouvidas. Um dia o silêncio vai ser um luxo. Um dia, as palavras sensatas e bonitas serão de oiro e o mundo, se souber jogar com elas, funcionará melhor.

Diz-se que é devagar que se vai ao longe… há por aí vapores de curiosidade em ver como reagem todos os que invariavelmente serão afetados pelas ruturas criadas pela pandemia, é preciso sermos realistas em vez de semearmos ventos de ilusões, é bom sabermos que cada dia é irrepetível e por isso ele deve ser vivido com a esperança de que tempos melhores virão, viver a luz que nos alumia neste vale onde se formam as almas, cada dia é uma aventura tremenda que vamos realizando um pouco às escuras porque não sabemos o que nos espera, devemos sim, saber que cada momento deve ser agarrado com a força necessária para que cada um de nós seja um profeta da esperança, o mensageiro da felicidade coletiva.

A solidariedade deve ser o valor essencial para a floração das ideias, é pois, a solidariedade o desígnio íntimo que deve mover as consciências, designadamente a dos políticos e dos poderosos financeiros. “Solidariedade”, palavra quase sempre de fraca tradução no comportamento diário, onde os egoísmos andam à solta e sufocam a respiração. “Se conhecêssemos o último porquê das coisas até das estrelas teríamos pena”, Granhan Greene.

Mas neste ano, uns mais do que outros viverão pior e terão de conviver com sacrifícios, por vezes intoleráveis. Mas, claro que há sempre razões de esperança sobretudo quando a inveja, esse caruncho de todos os males, desaparecer das mentes torpes de pessoas vis que não deviam existir…

Ânimo e coragem para todos. Não deixe morrer a esperança.

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