Segunda-feira, 18 de Outubro de 2021
Mário Lisboa
Tenente-Coronel da Força Aérea. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Os beijos na minha avó

Uma das recordações mais bonitas que guardo da minha vida são os beijos que dei e recebi, em especial da minha avó materna. Que cheirinho vinha da sua cara, do sabonete de glicerina vermelho, que comprava na Farmácia Barreira, do cabo da Vila.

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Que cheirosa era a querida avó! Dela recebi beijos e beijava-a com o amor que só um neto que gosta e conhece, sempre no respeito que era inquestionável entre avó e neto, como se aquele beijo fosse o suporte contra as prováveis tempestades que encontraria lá fora. Aquele beijo verdadeiro e puro era a minha certeza de segurança.

De vez em quando, as modernices do tempo são apresentadas na RTP, no programa “Prós e Contras”, aparecendo um professor a defender que uma criança não deveria ser forçada pelos pais a beijar os avós, por essa obrigatoriedade constituir violência sobre a criança.

Realmente, que parvoíce é esta? O que se está a incutir nas mentes frágeis dos miúdos que seria suposto cresceram despreocupados e saudavelmente sem esse tipo de dúvidas e medos.

Nesta época assiste-se a atentados sexuais a crianças em percentagens alucinantes, em que pessoas nojentas e asquerosas deveriam estar atrás das grades. Apesar de algumas estarem já devidamente arredadas, ainda, assim, as crianças e os mais jovens vivem numa permanente insegurança. 

E é assim, em vez de olharem para os idosos, avós, tios e outros ascendentes com o respeito e consideração, há pessoas que se calhar nunca mantiveram uma família autêntica, entretêm-se a destruir o melhor que há nesta vida, que são os pais e os avós, e estes últimos são pais duas vezes.

Felizes aqueles que têm a felicidade de conviverem com os avós, que realmente são e serão os mentores das nossas vidas.

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