Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2022
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Adérito Silveira
Adérito Silveira
Maestro do Coral da Cidade de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Os nossos professores devem ser respeitados

A vida de um professor é ingrata, por vezes humilhante.

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Em muitos se lhes estampamos desânimo corrosivo pela perda de um estatuto que outrora gozava.

As sociedades respeitavam o professor como o padre da paróquia, ou mesmo o médico da aldeia… Hoje, não é só no olhar que se vislumbra o desalento, mas sobretudo na voz cansada de muitos educadores.

A voz é o registo emocional que ajuda a prender a atenção dos alunos influenciando a motivação permanente. A voz do professor é um dos fatores que contribui para formar as primeiras impressões a par da aparência física ou do modo como se movimenta na sala de aula.

Incontestável é a maneira de falar afetuosa gerando uma maior proximidade afetiva, podendo sinalizar no aluno um ambiente agradável e menos controlador, mais favorável à sua autonomia, iniciativa e autoavaliação.

Na verdade, o registo melodioso facilita a atenção e descodificação do discurso. Os professores que treinaram a sua voz poderão rapidamente colher nos seus alunos e nos primeiros dias de aulas uma impressão mais favorável e duradoira.

Importante é que o professor treine a sua voz em termos de potência, defesa das cordas vocais ou projeção adequada variando propositadamente a melodia vocal. Seria de toda a utilidade a integração desta área na formação dos futuros professores. Com frequência, os professores vivem dias de afonia e de aflição porque a voz não ajuda e o que sai é uma espécie de pio fraquejado, um tom derrotado numa voz esmagada.

Por arrastamento surgem problemas psicológicos, pela incapacidade de os professores não saberem usar o instrumento fundamental para a dissertação das matérias. Deve-se, com alguma frequência, recorrer a uma linguagem metafórica e emocional para que os educandos se envolvam com mais motivação nas tarefas e no mundo fascinante que o ensino pode suscitar. A introdução de uma bonita história poderia ser uma boa introdução da aula, criando nos alunos um elo de ligação. Infelizmente, hoje em dia contam-se poucas histórias porque há dificuldades em ouvir e comunicar.

A revelação afetiva entre professor-aluno é fundamental para um bom desempenho visando levar a cabo a grande tarefa da educação no universo cultural dos povos.
O papel do professor devia merecer dos governos e da população em geral carinho e respeito, bem como apoios especiais porque do que eles vierem a fazer, dependerá o futuro do mundo. Não há futuro sem educação e nós não podemos nivelá-la tão por baixo.
Sebastião da Gama, através de um poema, revelou a importância da leitura pela força da palavra, pela magia da expressão e inflexão daquilo que se diz…” Ler, despindo cada palavra, cada frase, auscultando cada entoação para perceber até ao fundo ou o tamanho do que se lê…” Erasmo de Roterdão terá dito: “A primeira fase do saber é amar os nossos professores”.

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