Domingo, 17 de Outubro de 2021
António Martinho
VISTO DO MARÃO Ex-Governador Civil, Ex-Deputado, Presidente da Assembleia da Freguesia de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Pobres e mal agradecidos?

Ocorreu-me o dito popular, seguido de um outro –“pobrete, mas alegrete”. Para rejeitar ambos, claramente. Porque um e outro são incompatíveis com a vontade inabalável de contribuir, exigindo também, para o desenvolvimento da nossa terra.

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Dos que assumem tal desígnio como um direito à igualdade de todos os portugueses. E assim, de forma bem diferente dos que estão sempre em desacordo, dos que concordam com tudo, dos que, por tudo e por nada, têm sempre na ponta da língua o «Ah! Mas…». 

Vem isto a propósito da realização do Conselho de Ministros na passada semana em Bragança, com visitas a vários municípios. Um gesto acompanhado com novas medidas de política de combate às disparidades regionais e à promoção de um desenvolvimento equilibrado dos territórios – pela coesão territorial. Aliás, em resposta a um dos quatro desafios identificados no programa do Governo, sufragado nas eleições de outubro passado. Pode não se concordar com as propostas de outrem; pode sempre denegrir-se as opções por caminhos que outros nos propõem, mas não se pode negar o significado de reunir o Conselho de Ministros na cidade mais distante do Terreiro do Paço, nem a importância das medidas ali aprovadas. Mesmo que as considere insuficientes. Foi bom ter-se debatido a Estratégia para a Coesão Territorial, assim como a Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriço; foi importante o lançamento do “Programa Internacional de Investigação sobre Montesinho”, como já havia sido o lançamento do Programa Internacional de Investigação sobre o Vale do Côa, da FCT. Foram muito importantes os incentivos à mobilidade para o interior, a medida “Habitar no Interior”, assim como a redução nos preços das portagens, que, por exemplo, se traduz em poupar 55€/mês na A4, ou 49,63 entre Vila Real e Chaves. E quem ousará discordar da importância da diminuição do IRC, recentemente majorada, ou o objetivo de criar 2810 novos postos de trabalho nestas regiões?

Um Conselho de Ministros numa cidade do Interior não pode, não deve, tratar unicamente assuntos da região em que se insere. É sempre um Conselho de Ministros do Governo da República. Terá, certamente, uma atenção especial para regiões que essa cidade significa. Podemos dizer que foi o que aconteceu. Não haverá críticas populistas que lhe tirem o valor do seu significado, nem importância às medidas tomadas. Afinal, como se tivera acontecido em S. Bento, numa outra qualquer quinta-feira.

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