Quarta-feira, 14 de Abril de 2021
Vitor Pimentel
Empresário. Colunista de A Voz de Trás-os-Montes

Proteger o que é nosso!

Este desconfinamento não iliba o Estado do “estado” a que isto chegou

Na vida não importa o que conseguimos ou temos, mas sim o que oferecemos e somos. Sozinhos nós vencemos às vezes, mas em grupo podemos ganhar constantemente.

Todos, sem exceção, estamos saturados da situação que a pandemia de Covid-19 impôs nas nossas vidas, na sociedade, nas empresas e na economia.

Apesar de se voltar a falar em novas vagas, estamos à porta de mais um verão e começa-se a pensar, novamente, numa reabertura agora mais sustentada, suportada pela (suposta) imunidade que a vacina trará e que nos permitirá retomar a vida o mais perto possível da normalidade.

Este desconfinamento faseado, por atividades, tem critérios objetivos em função da evolução da pandemia que venha a conhecer-se. Sabemos da imprevisibilidade que toda esta situação impõe, mas reabrir um setor e ter de o voltar a fechar é extremamente prejudicial, quer a nível financeiro quer a nível anímico para os empresários.

Também a questão da comunicação, tem sido muito falada, mas também menosprezada e muito pouco eficaz. Divulgar antecipadamente as medidas, eliminar as contradições existentes, estabilizar as perspetivas dos cidadãos e das empresas, e comunicar bem essas medidas, faz toda a diferença e é o maior impulsionador para o cumprimento das regras.
É, assim, fundamental que a reabertura se dê, mas é fundamental que também que cada um de nós tenha a responsabilidade de perceber que as nossas ações podem levar à perda de empregos, ao fecho de empresas e à destruição da nossa economia.

Este desconfinamento não iliba o Estado do “estado” a que isto chegou. E por isso o Estado deve planear e comunicar com antecipação, sendo crucial dotar as empresas dos apoios (robustos e ágeis) necessários para que consigam iniciar uma retoma, a que se seguirá, desejavelmente, a recuperação até aos níveis pré-covid.

Apesar da incerteza, temos de acreditar que a cada dia que passa estamos mais perto do fim deste pesadelo e mais perto de retornarmos ao nosso normal. Mas até lá, há um caminho que tem de ser percorrido com muita competência, responsabilidade e sensatez.

A partir de agora temos que todos estar mais unidos que nunca, e proteger o que é nosso.

A nossa Terra, a nossa região, os nossos empresários, o nosso futuro!

Mais Lidas | opinião

A nova face de Vila Real

Cuidado onde pisam

Proteger o que é nosso!

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.