A ação política deve ser encarada como uma espécie de cadência reparadora da confiança e da conexão entre o eleitor e o partido. O partido e o distrito. O momento das eleições autárquicas revelar-se-á crucial, testará de forma ímpar os processos internos, as linhas narrativas, os diversos projetos políticos locais e a aceitação das suas lideranças.
O distrito de Vila Real tem uma história socialista. Em 2017, liderava a maioria das câmaras municipais, hoje, mantém sete das catorze. Olhar para trás permite, simultaneamente, compreender o inacabado e sentir a responsabilidade de um legado de desenvolvimento e progresso que permanece em contínuo aperfeiçoamento. O contributo destes municípios representa cerca de 60% do investimento público distrital, a marca identitária do PS mantém-se robusta, confiável e realista, atenta aos problemas das pessoas, vai priorizando a habitação acessível em Vila Real (€25 milhões), a modernização de serviços de saúde, turismo termal e reabilitação urbana em Chaves (€20 milhões), energias renováveis, valorização do Barroso e turismo rural em Montalegre (€12 milhões), educação, mobilidade e inclusão social em Mesão Frio (€7 milhões), o turismo, o património e apoio vitivinícola em Sabrosa (€9 milhões), a agricultura, a cultura e juventude em Santa Marta de Penaguião (6 milhões) e a floresta, a energia e o apoio social em Ribeira de Pena (7 milhões).
É expectável ambicionar que estas eleições autárquicas representem um sinal claro de que quando o país hesita, o distrito de Vila Real assume-se! Os municípios de Murça, de Vila Pouca de Aguiar e do Peso da Régua serão o farol de uma esperança de viragem, o primeiro pela equipa, o segundo pela divisão e o terceiro pela transparência.
Olhar para o futuro exige uma avidez de lutar pelo distrito, com uma visão transformadora, catalisadora de vontades, onde não há espaço para conformismo ou apatia política.
Venham mais três!





