Rui Santos
Rui Santos
Presidente da Câmara Municipal de Vila Real

Quem diz o que quer, ouve o que não quer!

Hesitei em escrever este artigo, mas a minha forma de estar na vida não me permitiu continuar calado, sobretudo, quando as acusações vêm de um criminoso condenado! Sim, é de um criminoso condenado de quem estamos a falar, e de cujos crimes terei todo o gosto em explicar, um pouco mais à frente. Como homem de família, com filhos, pais e amigos, não aceito continuar calado. A minha consciência não mo permite.

Os leitores deste jornal já quase conhecem de cor os temas sobre os quais este cidadão costuma escrever (de tão previsível que é): o Sport Clube de Vila Real, a Loja do Cidadão, os Transportes Urbanos, o Barro Negro de Bisalhães. Em cada um deles pega num facto, inventa uma série de enredos, polvilha com acusações infundadas e normalmente termina com mentiras e acusações. Nestes devaneios, deixem-me que sublinhe, que a metodologia que utiliza é sempre a mesma – afirmar que a autarquia fez maus negócios, ou que foram pouco claros ou ruinosos, que o dinheiro público foi mal aplicado e que eu deveria explicar as minhas decisões!

Se há coisa que sempre fiz, com gosto, foi explicar as minhas opções. Já explicar os pesadelos de Levi Leandro é-me mais difícil, mas estou certo de que haverá profissionais disponíveis para o fazer. Bem sei que isto são resquícios de um passado político deste cidadão, onde a clareza não abundava! Nem a clareza, nem a comunicação! Mas os tempos mudaram, e, se há postura de que me orgulho é, precisamente, a da transparência, e o convite que sempre fiz aos vila-realenses para se envolverem e participarem nas mais importantes discussões que temos na ordem do dia.  

Levi Leandro demonstra dificuldade em viver nesta nova realidade: a democracia!

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Mas centremo-nos, então, em algumas das acusações em que fui visado. Numa rápida pesquisa a alguns dos seus textos, podemos ler expressões como: “relembro aos vila-realenses que temos um presidente que não cumpre a lei (…)”; “Constata-se que Rui Santos, sob juramento, cometeu perjúrio em tribunal (…)”; “(…) pois aquele que mente será sempre um mentiroso”; e “poder haver favorecimento pessoal da parte da autarquia. Não vou opinar sobre o assunto, mas se existir é crime (…)”.

“Não cumpre a lei” e “é crime”, são constantes!

Estaria Levi Leandro a referir-se a si próprio?!

Estaria a relembrar-se dos seus próprios crimes?!

Pois bem, como referi no início, dou, então, a conhecer aos leitores deste jornal, que me merecem toda a consideração, os crimes que este tão pouco idóneo e imaculado cidadão muito bem conhece, porque esses, sim, são reais e estão provados em tribunal! É importante que os seus leitores (e meus eleitores) conheçam quem me acusa. Passo, então, a enumerar, aqueles que conheço:

1 – “Processo N 16/05.0IDBGC – Tribunal da Comarca de Bragança – Levi Henrique Eiró Ferreira Leandro (…)pena única de 3 anos de prisão; com execução suspensa por igual prazo sob condição de, em 2 anos, pagar, todos os arguidos, solidariamente: a pagar ao Estado €195.403,08, acrescidos de juros de mora à taxa legal (…) pela prática de dois crimes de abuso de confiança fiscal(…)”;  

2 – “Processo N 677/08.9TAVRL, 1 Juízo – Crime continuado de abuso de confiança em relação à Segurança Social. Cinco meses de prisão suspensa na sua execução pelo período de três anos, condenado a pagar à Segurança Social €35.093,26, acrescido de juros moratórios”;

3- “Processo N277/09.6IDVRL, Juiz 1 – Cinco meses de prisão suspensa na sua execução por três anos”.

4 – “Processo: 2/15.2IDVRL, Juízo Local Criminal de Vila Real – Juiz 1 – Pelo exposto, julgo a acusação totalmente procedente por provada e, em consequência: – condeno o arguido Levi Henrique Eiró Ferreira Leandro, pela prática de um crime de abuso de confiança fiscal”.    

Sim, não há engano. Todas estas informações são públicas e fáceis de comprovar. Aquele que me acusa de gastar mal o dinheiro público, é o mesmo que para ele não contribui, já que não paga os seus impostos e obrigações perante o Estado. Consultando hoje a lista de devedores à Autoridade Tributária e Aduaneira (vulgo Finanças), lá está o seu nome, na lista dos devedores individuais com dívidas de 100.001€ a 250.000€. Estranho, para alguém que está sempre pronto a lembrar os valores que (diga-se) desconhece, como a verdade, a honestidade, a retidão e a lealdade! E ao contrário dele, as minhas obrigações com o estado são sempre cumpridas e nunca fui condenado por estes ou outros crimes.

Por falar em lealdade, lembro que este atual dirigente do PSD disse, em 2013, a várias pessoas, inclusive a dois vereadores do atual Executivo Municipal, que havia votado em mim e na minha equipa! Não terá sido de forma inocente que nos fez chegar essa informação, mas, como viu goradas as suas expectativas pessoais, tem dedicado o seu tempo a proferir estas e tantas outras acusações infundadas, caluniosas e difamatórias!

Pois é, senhor Levi Leandro, “quem diz o que quer, ouve o que não quer!”

Estou há muitos anos na política, e sei muito bem como é fácil sermos expostos a julgamentos, mas há limites! Já percebemos que, neste ano eleitoral, “valerá tudo”. O novo PSD concelhio tentará manipular os órgãos de comunicação, local e nacional, tentando lançar lama sobre o processo político! O que não conseguem discutir no diálogo democrático, procuram afirmar, sem contraditório, em textos publicados e nas redes sociais. No entanto, não admito, em circunstância alguma, que ponham em causa a minha idoneidade ou retidão! E, por fim, pergunto: – que legitimidade tem este cidadão para o fazer?! 

Deixo à consideração dos leitores, que saberão, certamente, ajuizar! 

Um bom ano para tod@s!

 

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