Terça-feira, 19 de Outubro de 2021
Mário Lisboa
Tenente-Coronel da Força Aérea. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Ser de Vila Real: “Insista, persista, mas nunca desista, pois um dia você conquista”

Foi sempre assim a nossa vida, desde os tempos em que iniciamos o nosso percurso escolar no velho mas sempre novo Liceu Camilo Castelo Branco, lutar sempre pela verdade na defesa dos princípios que foram ensinados pelos nossos saudosos pais, Filinto Artur Rodrigues Lisboa e Casemira Lisboa, mais conhecida, em Vila Real, pela Srª Casimira […]

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Foi sempre assim a nossa vida, desde os tempos em que iniciamos o nosso percurso escolar no velho mas sempre novo Liceu Camilo Castelo Branco, lutar sempre pela verdade na defesa dos princípios que foram ensinados pelos nossos saudosos pais, Filinto Artur Rodrigues Lisboa e Casemira Lisboa, mais conhecida, em Vila Real, pela Srª Casimira Colchoeira.

Os nossos pais, durante quase 70 anos, viveram intensamente a vida da nossa terra, ajudando os que necessitavam, chegando às vezes a almoçar e jantar na nossa casa, situada na rua de Santa Marta, mais de vinte pessoas.

As duas portas da nossa casa, com o números 42 e 44, eram um vaivém de e4ntradas e saídas de pessoas, a quem a nossa mãe alimentava e ajudava, das mais variadas maneiras, sem esperar contrapartidas.

Assim, é dentro destas afirmações, que também nós, longe de Vila Real, sempre solicitados, e não são poucas as vezes, ajudamos com todo o prazer aqueles que precisam, sem a olharmos a recompensas.

Neste contexto, também o meu pai (o Sr. Filinto Lisboa) foi porteiro durante quase 40 anos do Teatro Avenida, onde é hoje a Casa da Música e era habitual deixar entrar os rapazes na faixa etária dos 13 aos 15 anos que tinham dinheiro, e que estavam à porta do Cineteatro Avenida sempre à espera que o Sr. Filinto os deixasse entrar, logo que o filme começasse.
Este facto, foi-me há tempos relatado pelo senhor Coronel Walter Almeida, também ele um jovem daquele tempo.

Assim, são estes testemunhos de Vila Real, a nossa terra, a quem temos dedicado parte da nossa existência, sem alardes, pretendendo sempre e em todas as circunstâncias promover a sua valorização.

De facto, ser de Vila Real é um privilégio, que é definido pela nossa maneira específica de falar, que une todos os vila-realenses num mesmo projeto, capaz de ligar o passado e o futuro da nossa terra.

Finalmente, desespero com o país e este mundo em que vivemos, desespero com a decadência de valores que hipotecam o futuro.
Mas há… outros momentos!

Momentos de reencontro, que é o que me acontece sempre que vamos a Vila Real e abraçamos os nossos amigos, que tiveram a felicidade de poderem viver na “Bila”, e não longe, como é o nosso caso.

Confio num tempo diferente em que a dignidade pessoal possa ser apenas humana.

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