Quarta-feira, 28 de Setembro de 2022
Manuel R. Cordeiro
Manuel R. Cordeiro
Professor Aposentado da UTAD. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Timor Lorosa’e – 20 anos de história (4)

Timor está ligado à fase da minha vida pessoal e profissional que considero mais importante, que começou em maio de 1999 e terminou em julho de 2009.

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A primeira parte diz respeito a Moçambique, sobre a qual um dia escreverei. A segunda, diz toda respeito a Timor. Realço este período porque coincidiu ou foi consequência da decisão que tomei em 2007 – 2008 de me candidatar ao curso de Auditor de Defesa Nacional.

Como era candidato individual, fui submetido a uma entrevista que decorreu no Forte de São Francisco Xavier, mais conhecido por Castelo do Queijo, em Matosinhos. Tive a honra de ser entrevistado pelo Eng.º Braga da Cruz, antigo Ministro do Governo de Portugal, e pelo Coronel António Feijó, entretanto falecido, a quem presto a minha homenagem, responsável pelo curso que decorreu no Castelo para os candidatos da região Norte. No final da entrevista fui admitido à frequência do curso. Já tinha estado em Timor sete vezes e tinha bastante experiência na cooperação com as antigas colónias portuguesas. Esse facto foi determinante para a minha aprovação. Antes de colaborar com Timor, já tinha estado sete vezes em Moçambique, onde lecionei cursos destinados aos engenheiros eletrotécnicos da EDM – Eletricidade de Moçambique e sob responsabilidade da FEUP- Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Com Angola, a minha colaboração foi menor, mas permitiu-me ter conhecimento dos vários cursos de engenharia, pois o trabalho que me levou lá foi desenvolvido para a Ordem dos Engenheiros e consistiu em conhecer as preocupações e aspirações dos seus membros no papel da engenharia no desenvolvimento de Angola.

Da parte profissional da minha vida, neste período, é o que tenho a dizer. Muito importante e, para mim, muito valiosa é a parte de apoio social que desenvolvi. Entrei em novembro de 2021 para o Rotary Club de Vila Real e em boa hora o fiz. Desde então estive envolvido em projetos em Moçambique e em Timor. Em Moçambique referirei dois que considero que tiveram resultados muito bons: um foi implementado na Matola, perto de Maputo e consistiu em recuperar um campo desportivo pertencente aos Salesianos que ali estão instalados. O projeto era da responsabilidade do RC de Jarnac, França, clube gémeo do de Vila real, o meu clube. O meu papel consistiu em desbloquear a parte final. Como reconhecimento, o Rotary Club de Jarnac fez-me seu sócio honorário. Em Timor fui coordenador do curso de engenharia eletrotécnia, lecionado pela FUP – Fundação das Universidades Portuguesas na UNTL – Universidade Nacional de Timor Lorosa’e. Fui lá lecionar onze vezes. Deixei um amigo em cada um dos meus alunos, muitos dos quais estão a trabalhar em instituições públicas e privadas e, estou certo, contribuirão muito para o desenvolvimento do seu país. Como português torcerei sempre para que se torne um país onde o bem-estar das pessoas seja o foco principal dos seus governantes.

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