Quinta-feira, 19 de Maio de 2022
Armando Moreira
| MIRADOURO | Ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Ucrânia: o genocídio

As pessoas da nossa geração lembram-se do fim da 2ª Guerra Mundial, por relatos dos seus familiares de mais idade e por informações nos percursos escolares. Nada de comparável ao horror que nos foi dado ver!

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Por que razão, um país, a Rússia, invade outro, a Ucrânia? Que razões objetivas o autorizam a lançar bombas e mísseis sobre zonas urbanas do país vizinho?

O Sr. Putin, dirigente máximo da Rússia, pretende refazer o território Soviético, que colapsou, como alguns ainda se recordam, no final dos anos oitenta, que levou a movimentos de autodeterminação, validados por referendos e eleições. 

A Ucrânia fez o seu referendo em 1991, com 84% de participantes. Obteve mais de 90% de votos favoráveis à independência. A independência ganhou em toda a Ucrânia e até mesmo no Leste, onde havia uma forte presença de origem russa. Também na Crimeia – submetida a um processo de limpeza étnica, dos Tártaros em 1944, com migração forçada –, a maioria apoiou a independência. A história não anda para trás e muito menos à bomba. Este ataque indiscriminado, a um país vizinho, ao arrepio das mais elementares regras de convivência e respeito pelos direitos dos outros povos, surpreendeu toda a comunidade internacional. 

A justificação de Putin para a invasão é inaceitável. Para ele, a Ucrânia não existe nem tem razão de existir; são todos russos, afirma. Afronta as Nações Unidas e a emancipação de um povo, decidida  democraticamente e reafirmada ao longo dos últimos 30 anos.

As imagens televisivas mostram-nos os massacres que as colunas russas, por onde passam, têm infligido às populações nas aldeias e cidades. Um autêntico genocídio. Já perderam a vida muitos milhares de  pessoas que se encontravam nas ruas, nos hospitais, nas escolas, ou nas suas residências, onde foram surpreendidas pelos russos, ou pelas suas bombas de longo alcance.

A ONU tinha a obrigação de intervir de imediato e encontrar formas de interposição. Não o fez, e pouco mais se lhe ouve de que apelos, para que cessem os combates e se iniciem conversações.

Os  Ucranianos foram impedindo o avanço da força invasora, sem evitar, porém, os massacres, autênticas chacinas de cidadãos indefesos.

Supõe-se, ainda não é certo, que a Rússia não consiga impor o seu domínio sobre as nações vizinhas. Porém, o rasto de violência e genocídio que deixou, vai ficar impune? 

Espera-se que as organizações internacionais atuem com severidade, sobre o Sr. Putin e seus subordinados, porque este mundo não se pode transformar numa selva.

Apelamos às Nações Unidas, para que se empenhem neste combate, que é vital para a convivência saudável das nações.

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