Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2021
Armando Moreira
MIRADOURO Ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Autárquicas

Numa cerimónia muito concorrida, que teve lugar no Teatro da Cidade, no passado dia 8, fechou-se este ciclo autárquico, que mobilizou as forças políticas durante praticamente meio ano. Fechou com chave de ouro?

-PUB-

Não há dúvida que, como espetáculo, excedeu as expectativas. Tudo muito bem organizado, com os serviços municipais a darem uma nota de profissionalismo inquestionável. Permitimo-nos, porém, duas ou três observações.

A primeira é de encómio para a intervenção com que o “maestro” deliciou o público e os seus apoiantes. Notável. Durante mais de meia hora, percorreu todo o concelho, em particular a cidade, citando uma a uma as instituições, as individualidades presentes e ausentes, que são quem faz mover o tecido social, deixando uma nota de agradecimento pelo trabalho desenvolvido. Parabéns, Eng. Rui Santos, pela forma como agradeceu a colaboração do motor da vida política e social de Vila Real.

A segunda nota que ressalto é do seu entusiasmo com o futuro, quando nos deixa a certeza de que tudo irá fazer, nos próximos quatro anos para que esta nossa cidade venha a conquistar o estatuto de Capital da Região Norte, se, e quando, a regionalização administrativa do país avançar em definitivo.

Como todos sabem, fui desde sempre um regionalista convicto, pelos ensinamentos que colhi quando autarca. Visitei oficialmente a República Federal Alemã, e ali percebi como se administram bem os dinheiros públicos e como se desenvolvem os territórios, criando riqueza e não permitindo que ninguém fique para trás. Acompanho-o por isso nesta sua ambição de lutar pela regionalização do país, e na luta que terá de empreender para que a Capital do Norte venha a ser sediada no centro geográfico deste espaço.

Como o acompanho no desejo de que se crie na nossa Universidade, o Curso de Medicina, pelo qual lutei, já há 30 anos, com o Professor Fernando Real – perdemos para a Covilhã. Porém este curso na nossa UTAD, faz todo o sentido e é um desafio para o Reitor da instituição, um homem de grande capacidade para o desenvolver.

Por último, uma palavra de desagrado. Tinha jurado a mim mesmo, que não voltaria a honrar o seu convite para assistir a esta cerimónia de institucionalização dos novos órgãos autárquicos, enquanto as cerimónias não voltassem aos Paços do Concelho. Esta cerimónia não é um espetáculo, como esta provou, de resto. O seu lugar de direito é o edifício da Câmara Municipal. Se ali não há condições de espaço, criem-nas. Os munícipes lhe agradecerão, naturalmente. Sobretudo os vindouros porque é para esses que trabalhamos.

Mais Lidas

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.