Quarta-feira, 20 de Outubro de 2021
Armando Moreira
MIRADOURO Ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

E agora?

Terminada esta questão das eleições locais, cujo balanço a comunicação social se encarregou de dissecar, ocorre-nos questionar: E agora?

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Agora há que felicitar quem ganhou. É hora de agradecer a todos os milhares de cidadãos que aceitaram ir a jogo. É também altura de os felicitar pelo empenhamento que tiveram durante a campanha eleitoral que, quanto a nós, e no que respeita apenas ao município de Vila Real, nos pareceu ter sido uma campanha muito participada, bastante aguerrida, com confronto de ideias, num considerável exercício de cidadania.

Da votação poder-se-á dizer que não trouxe grandes surpresas, tal a diferença no ponto de partida.

Ocorre-nos lembrar que estes resultados vêm responsabilizar ainda mais quem continuará na governação. Os que continuam são detentores de um maior e mais rigoroso conhecimento das fragilidades de cada localidade, espera-se por isso que as suas propostas sejam agora mais concretas, concertadas e eficazes no atacar dessas debilidades.

Dadas as responsabilidades que já tivemos na autarquia, em tempos idos, continuaremos a acompanhar com interesse tudo o que respeita ao desenvolvimento, quer da nossa cidade, quer do território municipal no seu todo, e não nos coibiremos de lembrar, em particular nesta nossa coluna de opinião, aquilo que nos pareça merecer a atenção dos governantes, quer locais, mas sobretudo a nível nacional.

Um “chavão” pleno de significado diz que em política ninguém é dono da verdade. Por isso é que se recomenda a quem vai governar que tenha também em conta as propostas apresentadas pelas diversas forças opositoras, que apesar de não terem sido sufragadas, não significa que não devam ser tidas em consideração.

O período que agora principia, conta com os milhões do Plano de Recuperação e Resiliência – PRR, que começarão a ser efetivamente afetados a investimentos concretos. É a oportunidade para que todas as instituições e organizações da sociedade civil se envolvam na sua aplicação e garantam o desenvolvimento real e efetivo que preconizam.

Por isso é que não é demais sugerir a quem tem a responsabilidade, conferida pelos eleitores, de governar, que deve ter em conta também as proposições feitas nos programas de outras forças partidárias, que, só porque não tiveram vencimento na aritmética do voto, não significa que não sejam válidas e oportunas e bem orientadas para o desenvolvimento e progresso do respetivo território.

Em nota de rodapé, uma exceção, para felicitar a nova presidente da Câmara de Sabrosa, que é a primeira mulher eleita no Distrito de Vila Real, desde que há eleições.
Parabéns.

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