Hoje vou dar-vos algumas indicações para fazer a Árvore Genealógica completa.
Tal como a anterior, esta é também baseada na leitura dos Assentos de Batismo, de Casamento e de Óbito. Ainda que, algumas vezes, os senhores Padres diziam qual a ocupação dos pais, não se pode dizer que esses dados permitissem concluir que tipo de família era, que lugar ocupava na sociedade, que feitos visíveis teria praticado, etc. Isto obvia-se se caracterizarmos bem as pessoas que dela fazem parte. Há pessoas que pensam que se se disser que o elemento tal da família era licenciado, foi membro de um Governo da Nação ou se se evidenciou em determinada área do saber, isso é “gabar” a família. Mas não é. Isso serve para caracterizar a família, ou seja, é necessário consultar mais documentos do que esses Assentos. Entre esses documentos estão os Processos de Génere, Habilitações de Génere ou Declarações de Génere que, por vezes, podem substituir os Assentos pois têm os dados que os assentos nos dão. No meu caso foi muito importante pois há povoações em que os assentos falham em vários anos. Os Processos de Génere ajudam a ultrapassar esse problema. Na minha família, antes de 1900, houve muitos Padres. Esse facto permitiu-me avançar mais depressa, pois tenho muitos desses Processos.
Outros documentos muito importantes são as Habilitações a Comissário de Santo Ofício, Habilitações a Familiar do Santo Ofício, Justificação de Nobreza, Brasão de Armas, Nomeações para cargos eclesiásticos e/ou civis, candidaturas a membros das Ordens Honoríficas (de Cristo, Vila Viçosa, Malta e outras), Processos de Casamento, Leitura de Bacharel, Mercês dos Reis, recortes de jornais e/ou revistas, são suportes ideais e, alguns, indispensáveis, para fazer este trabalho. A caraterização dos membros de uma família é muito importante. Quantos mais destes documentos existirem tanto mais importante foi/é a família.
Muitos destes documentos só existem se houve membros da família que ocuparam lugares de relevo na sociedade.
É claro que nem todas as famílias estão nestas condições. Quando alguém toma a decisão da fazer a sua Árvore, tem que ter consciência de que, nem todas as famílias, se distinguiram na sociedade. No entanto todos nós temos a nossa Árvore e devemos ter orgulho nela já que, se assim fizermos, honramos os nossos antepassados. É claro que quando partimos para um trabalho destes, temos já uma ideia do que nos espera. É importante que sejamos realistas para não sermos surpreendidos como o foi um Senhor que se cruzou comigo no Arquivo Distrital de Bragança, há uns anos. Era uma pessoa de relevo na sociedade, mas que depois de consultar alguns livros viu que os seus antepassados eram pessoas humildes. Seja uma situação, seja outra, aconselho-vos vivamente a fazer a Vossa Árvore. Os nossos antepassados merecem que nos interessemos por eles.




