Sábado, 20 de Julho de 2024
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António Martinho
António Martinho
VISTO DO MARÃO | Ex-Governador Civil, Ex-Deputado, Presidente da Assembleia da Freguesia de Vila Real

Não desistam da paz

Num momento em que se contam os votos por toda a União Europeia, quando numa parte da Europa se ouve o silvo dos mísseis e o estrondo das bombas é importante atender ao apelo dos mais sensatos para que não se desista da paz.

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Na verdade, o projeto europeu é o mais bem-sucedido projeto da segunda metade do séc. XX e que se mantém. Os cidadãos da União Europeia (UE) terminam mais um processo eleitoral para o Parlamento Europeu (PE). Progressivamente, neste caminho de aprofundamento da construção europeia, o PE tem vindo a tomar um especial relevo, sabendo-se que as suas competências são hoje bem diferentes e mais expressivas que há uns anos. Foi bom que por cá se tivessem criado condições para uma maior participação dos cidadãos neste momento de intervenção cívica.

A Comunidade Económica Europeia (CEE) e Comunidade Europeia de Energia Atómica (EURATOM), assim designadas inicialmente, hoje, UE, criaram condições para um período de paz na Europa, duradouro e facilitador de prosperidade. Passaram por estes dias 80 anos do desembarque na Normandia. Os países aliados recordaram tão importante momento. Li por aí que foi fundamental para a derrota nazi. Aliás, isso também se vê em alguns documentários sobre a II Grande Guerra. Apesar do desaire a leste, se o desembarque na Normandia não se tivesse verificado com o sucesso pretendido, tudo seria mais custoso e demorado. Os portugueses sentiram mais tarde que outros povos europeus os benefícios da paz e da prosperidade. Mas a sua integração na Comunidade Económica Europeia, a partir de 1 de janeiro de 1986 e a sua participação, contribuindo e beneficiando do seu aprofundamento, evidenciam bem a importância dessa opção.

A guerra que se mantém no continente europeu e que já dura há mais de dois anos exige a todos uma especial atenção. E como a História nos ensina a guerra continua, hoje como sempre, a não ser a melhor solução para resolver conflitos e interesses divergentes. A não ser solução. Mais uma razão para que os dirigentes europeus não desistam de construir a paz. E agora que os extremismos de direita, em muitos Estados-membros, não ganharam o élan que se temeu, que as forças políticas moderadas, aquelas que conseguiram dar corpo a este espaço de paz e prosperidade, saibam encontrar as melhores formas de o conseguir.

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