Domingo, 13 de Junho de 2021
Tiago Pereira Fernandes
Advogado. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Portugal do Séc. XXI

Para quem connosco convive de forma mais próxima, não constituirá novidade a perplexidade por várias vezes já demonstrada e que por esta via partilhamos de forma mais ampla

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Para quem connosco convive de forma mais próxima, não constituirá novidade a perplexidade por várias vezes já demonstrada e que por esta via partilhamos de forma mais ampla: sendo Portugal um país europeu, com cerca de 92.000 km2 de área e com 20 capitais de distrito historicamente bem solidificadas (18 delas em território continental), nunca compreendemos o porquê de, em pleno século XXI, e pelo menos desde a década de 80, não ter constituído um desígnio nacional dos sucessivos Governos da República de conectar todas estas capitais que se situam em território continental (18) por uma ligação ferroviária de média velocidade (o actual Inter-Cidades).

Tendo chegado a Portugal mais de 130 mil milhões de euros nas últimas três décadas, não se compreende nem é aceitável que existam auto-estradas muitas vezes paralelas (como a A1 e a A8 em grande parte dos respectivos itinerários), normalmente no litoral e a mencionada ligação ferroviária não seja ainda hoje já uma realidade, penalizando fortemente os territórios do interior de Portugal.

Com este pano de fundo, não poderíamos estar mais entusiasmados com o anúncio por parte do Ministro Pedro Nuno Santos de que um dos objectivos do novo Plano Ferroviário Nacional é que a ferrovia tem de chegar às capitais de distrito: “Para nós é claro que o comboio tem de chegar às capitais de distrito (…) esperamos levar o comboio a Vila Real e Bragança porque Portugal não é só Lisboa e Porto”.

Perfeitamente conscientes de que esta intenção, pela envergadura do investimento e intervenção necessária, levará anos a concretizar-se, importa sublinhar que é muito relevante ouvir a mesma de um Ministro da República e, por outro lado, a mesma atesta que os actores e decisores políticos transmontanos estão atentos no exercício das suas funções.

Concretizando, é importantíssimo para Vila Real e para toda a região duriense que a cidade se mantenha nos objectivos de investimento do novo Plano Ferroviário Nacional. A concretizar-se, esta nova ligação será estruturante para a região, para todas as suas instituições e, em particular, para as suas gentes.

* O autor escreve de acordo com a antiga ortografia

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