No entanto, temos presente o aforismo popular que nos recorda que “é Natal sempre que o homem quiser”. Ora nós, pelo menos neste mundo ocidental em que vivemos, inequivocamente, queremos que esta Quadra seja celebrada, tanto quanto possível, como em anos anteriores. Lembramos alguns exemplos.
O Governo, pela voz do seu primeiro-ministro, veio anunciar que vai ser dado um “Bôdo aos Pobres” de 240 euros, a um milhão de famílias, – milhões de pessoas mais carenciadas. Pelo menos estas não poderão queixar-se da falta de dinheiro para comprar o Bolo Rei. Não se diga, que o primeiro-ministro não está a ser amigo. Refira-se de passagem, que às vezes daria jeito sermos todos classificados como carenciados.
Porém, esta benesse que é dada a alguns no nosso país, traz-nos à lembrança os milhões de seres humanos, que em virtude de uma guerra injusta e desnecessária, imposta à Ucrânia, por um ditador desumano, que é líder de um país, a Rússia, cuja população, estamos em crer, dispensava completamente este conflito com os seus vizinhos, que como é do domínio público, tinham na sua generalidade, um nível de vida muito superior. Estamos convencidos que a população que vive na Rússia sofre também as consequências deste conflito, iniciado em fevereiro de 2014, com forças pró-russas, na península da Crimeia e partes do território de Donbas, – territórios internacionalmente reconhecidos como integrantes da Ucrânia.
Refira-se de passagem, que, se se tratasse de um país democrático, as eleições poriam fim a esta loucura do Kremlim. Assim, é o que se sabe. A lista oficial das Nações Unidas, fala em mais de 6300 civis mortos, entre os quais 379 crianças e contabiliza mais de 14 milhões de deslocados e refugiados.
Deixamos também uma palavra aos milhares de pessoas apanhadas pela doença nesta quadra. É bem certo que os que estiverem hospitalizados, não serão esquecidos, tanto quanto a respetiva doença o consinta. Mas qual será a situação da Ucrânia, com a população que vive isolada, longe de um lar amigo?
Resta a esperança de um mundo melhor no futuro.
É difícil antever que isso venha a acontecer de um dia para o outro. Porém, como “a esperança é a última a morrer”, cabe-nos a todos esforçar-nos para que o futuro nos reserve melhores dias, para todos, sem exceção.
Pessoalmente, desejamos a todos os nossos leitores, um Santo e Feliz Natal.



