Em modo lato podemos definir Genealogia como sendo o ramo da História que se dedica ao estudo das famílias, à sua origem e evolução, podendo ser feito, descrevendo as gerações em cadeia, tanto em sentido ascendente como descendente. No primeiro caso parte-se do próprio e vão-se indicando os pais, os avós, os bisavós, etc. No segundo caso começa-se numa geração, por exemplo na quarta, ou seja, os quartos avós e vão-se indicando até chegar ao próprio.
Como informação digo-lhes que o número de avós envolvidos atinge um valor muito importante. Por exemplo, para a quarta geração estão envolvidos 16. Para 8 gerações os avós serão 256. Este valor é calculado por uma potência de base 2 e expoente n em que n é a geração pretendida.
Quando decidimos fazer a nossa árvore genealógica temos duas hipóteses: a primeira é fazer a árvore de costados, onde só entram os pais, os avós, bisavós, etc. São simples de fazer. Só é necessário consultar os registos chamados vitais ou primários, a saber, assentos de batismo, casamento e óbito. Estes registos eram feitos pelos párocos das aldeias, vilas ou cidades onde viviam as pessoas. Realço a enorme importância que a igreja teve na preservação destes assentos, pois os párocos eram obrigados a enviá-los para a sede eclesiástica do distrito.
Neste momento, esses registos encontram-se nos Arquivos Distritais que existem por Portugal fora. Até 1911, a maior parte já está digitalizada e podem ser obtidos via internet, sem qualquer custo. Após esta data, se os houver, podem ser consultados nas respetivas paróquias com autorização dos Senhores Párocos. Quando eu iniciei a genealogia da minha família, há cerca de 22 anos, ainda não era assim. Tive que me deslocar várias vezes a Lisboa, à Torre do Tombo e muitas vezes a Bragança e a Portalegre aos respetivos Arquivos Distritais e Diocesanos. Além disso ainda não havia assentos disponibilizados na internet. Era necessário pedir que fossem digitalizados ou fotocopiados e isso ficava muito caro. Não se podiam tirar fotografias aos documentos. Dizia-se que isso danificava-os. Hoje isso é o pão nosso de cada dia. Também neste tema, a vida está muito facilitada.
Se algum dos meus leitores quiser fazer a sua Árvore Genealógica mais completa, precisa de consultar muitos mais documentos além dos assentos que antes referi. Nesse caso, é necessário muito empenho e perseverança para concluir um trabalho desses que é considerado por muitos como gigantesco. No meu caso, ando há cerca de 22 anos nesta luta. Tenho cerca de 850 páginas A4 e milhares de cópias de documentos. Espero terminar dentro de menos de um ano.





