Domingo, 23 de Junho de 2024
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António Martinho
António Martinho
VISTO DO MARÃO | Ex-Governador Civil, Ex-Deputado, Presidente da Assembleia da Freguesia de Vila Real

O Futuro de Portugal continua a ser na Europa

As eleições do próximo dia 9 de junho recordam-nos um dos momentos importantes da nossa vida democrática e acontecem quando celebramos os 50 anos do 25 de Abril de 1974.

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Na verdade, estaremos a três dias de comemorar os 39 anos do momento da assinatura do tratado de adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia (CEE), hoje União Europeia. Oficializava-se, então, o grande desígnio nacional que Mário Soares havia proposto aos portugueses em 1976, nas primeiras eleições para a Assembleia da República, sintetizado no slogan “A Europa Connosco”. Por isso, mais uma vez, podemos participar na eleição dos Deputados ao Parlamento Europeu.

Nos estudos de opinião, a forma como os portugueses veem hoje a adesão de Portugal e o seu papel na construção europeia é bastante diferente da de há 5 anos, no momento das anteriores eleições. As virtualidades da adesão e as vantagens decorrentes da mesma são mais evidentes e esclarecidas. Em recente estudo do ICS e ISCTE para o Expresso e SIC, os portugueses mostram-se agora mais europeístas e defensores da permanência de Portugal na União Europeia. Os que se mostram satisfeitos são 55%, quando em 2019 eram só 42%. Subida significativa. Os que se manifestam insatisfeitos são agora só 36%. Também no que respeita aos benefícios e vantagens os números são mais positivos. Não estranhei, por isso, o teor de uma conversa muito recente com uma portuguesa, hoje também sueca, que ali vive e onde constituiu família. No caso, falou-se da livre circulação de pessoas – sinto-me tanto na Europa quando estou em Estocolmo como quando estou no Porto, disse-me.

Ora, esta inversão de opiniões também pode melhorar ainda mais se a campanha que, agora, decorre for mais positiva e não inócua ou derrotista. Quando se ameaça com o medo, ou se incita ao ódio, não se faz pedagogia para uma Europa da liberdade e dos direitos humanos, não se contribui para o aprofundamento da integração e da construção europeia; e quando se faz uma campanha com a musicalidade de rimas, que mensagem se transmite? Felizmente, as dos restantes partidos com representação parlamentar são, de uma forma geral, positivas. Quer as que assumem que a construção europeia é boa para o futuro de Portugal, quer as que realçam o papel que a Europa pode ter para o bem-estar de todos. Porque o futuro de Portugal será tanto melhor quanto mais a Europa seguir os caminhos da construção da paz, da liberdade, da justiça social, enfim, do desenvolvimento sustentável.

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