Quarta-feira, 15 de Abril de 2026
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António Martinho
António Martinho
VISTO DO MARÃO | Ex-Governador Civil e Ex-Deputado

Uma, mais uma intervenção cidadã

Porque nem sempre é fácil explicar o conceito de cidadania, mesmo recorrendo ao latim que se aprendeu em tempos idos: cidadão – cidade – cividade – civitate(m), o melhor é mesmo praticá-la, agindo como cidadão de uma aldeia, vila, cidade, ou, de forma mais ampla, de um país.

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Esta é a opção de alguns, bem melhor do que a intervenção nas redes sociais, hoje, tão em moda.

Um conjunto de cidadãos, também no distrito de Vila Real, seguiram esse caminho, respondendo afirmativamente ao convite de um grupo de Professores da UTAD – CETRAD que, por sua vez, haviam correspondido ao apelo da Rede Europeia de Luta contra a Pobreza – EAPN de Portugal. Nasceu assim o Núcleo Distrital do “Fórum Cidadania: Pela Erradicação da Pobreza” no dia 23 de fevereiro último. Ele é, como os seus congéneres, a expressão de uma intervenção cidadã, onde pessoas e entidades se organizam em torno de uma causa, assumindo que a erradicação da pobreza constitui um desígnio nacional que responsabiliza, convoca e envolve a sociedade no seu todo. É um projeto da sociedade civil, apartidário e sem orientação política ou ideológica e a-confessional, integrando cidadãos que se identifiquem com o objetivo de prosseguir esforços e ações diversos na luta contra a pobreza e exclusão social e na construção de uma sociedade com mais garantia de direitos e de igualdade de oportunidades.

O Núcleo de Vila Real pretende proporcionar a reflexão e, vá lá, sugerir caminhos na área do distrito. Daí que a 1ª ação tenha decorrido na Régua, dia 2 de maio sobre o tema da “Pobreza Energética”. Junto ao rio que mais contribui em Portugal para a produção de eletricidade de origem hídrica. Numa região onde a pobreza energética se faz sentir, quer na aceção mais comum, quando significa que se “precisa de gastar mais de 10% do rendimento em energia de modo a assegurar um nível adequado de aquecimento”, ou na mais consensual, agora, entre a comunidade científica, quando se considera “a incapacidade de obter um nível social e materialmente necessário de serviços energéticos domésticos”. O tema foi introduzido pelos Professores da UTAD, Amadeu Borges e Luís Ramos, assim como pela Drª Cátia Trindade, Técnica Superior do Município. Em síntese, os baixos rendimentos, qualidade de habitação e o elevado custo da energia estarão na base dessa realidade. Considerou-se fundamental mais informação/formação sobre estas questões, assim como se deixou a sugestão de uma maior intervenção ao nível dos municípios e das freguesias.

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