Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2022
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Armando Moreira
Armando Moreira
| MIRADOURO | Ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Vale a pena insistir?

Quando o tema é desenvolvimento regional, não só vale, como é nossa obrigação fazê-lo: Florestas.

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Uma notícia recente no seminário Expresso dava conta que a Gulbenkian vai começar a investir na plantação de floresta. Abandonou os combustíveis fósseis, mas vai investir, em conjunto com um outro parceiro, – Efanor Investimentos – Grupo Sonae, 31 milhões de euros numa área de 15 mil hectares, a partir do arrendamento de terrenos no Norte e Centro do país.

Poder-se-á perguntar, porque é que esta Fundação que tem vivido, ao longo dos anos, das receitas da exploração do petróleo, se lembrou agora da floresta? A explicação dada é que o investimento em floresta biodiversa é uma oportunidade que serve o interesse do retorno financeiro, económico, social e ambiental, palavras da Presidente da Fundação, Isabel Mota, que foi, recordemo-lo, secretária de Estado do Ministro Valente de Oliveira, quando detinha a pasta do Desenvolvimento Regional e Ordenamento do Território.

A Gulbenkian sabe o que faz. O projeto reforça aquilo em que vimos insistindo ao longo de sucessivos apontamentos no Nosso Jornal, pedindo a atenção dos autarcas, das juntas de freguesias e câmaras municipais para que se lancem na reflorestação dos seus territórios abandonados, em particular dos baldios, porque para além da riqueza da madeira produzida, estarão a contribuir para a captação do carbono, que é, como todos sabemos, um dos principais fatores das alterações climáticas, como a recente conferência (COP26) de Copenhaga, enfatizou.

Ao mesmo tempo que sensibilizamos os nossos autarcas para esta temática, insistimos no parceiro mesmo à mão, para os ajudar a desenvolver este projeto. A UTAD – é parceira de Projeto Europeu no âmbito da regeneração das florestas, projeto que é financiando pela União Europeia com fundos do FEDER. As regiões elegíveis são todas as comunidades autónomas espanholas, as regiões sudoeste da França, as regiões continentais de Portugal, o Reino Unido e o Principado de Andorra. Este projeto, cujo início formal foi a 1 de outubro de 2019, durará até ao final de 2022, sendo considerado prioritário no combate às mudanças climáticas. Que este esclarecimento entusiasme os nossos autarcas, para que se lancem sem receio no desenvolvimento florestal dos nossos muitos terrenos incultos. Têm à disposição avultadas verbas a fundo perdido e um parceiro credenciado nesta matéria de onde saem, anualmente, algumas dezenas de formados em Gestão Florestal, que aqui poderão iniciar a sua atividade profissional.

Não deixem para amanhã, o que poderão começar a fazer hoje.

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