O Bastonário dos Advogados, António Marinho Pinto, não é um homem qualquer. Antes de ser causídico, foi jornalista. Ganhou, recentemente, as eleições, por uma margem nunca conseguida. Mal chegou ao lugar, atacou o vírus da democracia, denunciando a corrupção como causa primeira de muitos outros cancros sociais.
Na semana em que o Bastonário abriu a boca, logo alguns políticos mais destacados começaram a tremer. E quem treme é porque tem telhados de vidro. Marinho Pinto nem sequer estaria a referir-se aos atropelos do BCP, da Caixa Geral de Depósitos ou do Banco de Portugal. Nem sequer às Estradas de Portugal, à Câmara de Lisboa ou aos cem mil computadores que o Governo tem vindo a distribuir,
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