No dia em que Durão Barroso e Sócrates assinaram um protocolo que permitirá a Portugal receber, até 2013, a fabulosa soma de dez milhões de euros, por dia, de um total de 21,5 mil milhões, soube-se que somos o país da UE onde há mais desigualdades entre ricos e pobres. O Presidente da República disse que era uma vergonha, para todos nós, o nível de miséria a que chegámos.
Vinte em cada cem portugueses caíram na extrema pobreza. O que não abona nada os sortilégios da democracia, nem sequer da adesão à União Europeia. Mais parece que andámos todos a brincar, nestes trinta e três anos de demagogia. Muitos medraram. Poucos o mereceram. Ou seja: a
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