Nasceu em Penas Roias, Mogadouro, no dia 10 de novembro de 1789. Era sobrinho neto de Maria Rodrigues Cicouro, que casou em Penas Roias com António Luís das Neves, nascido no Azinhoso, fazendo a ligação dele com a minha família.
Frequentou os estudos preparatórios em Bragança e foi ordenar-se padre, em Astorga (Espanha), em 1 de abril de 1808. No entanto, devido à invasão francesa, interrompeu os estudos até 1812.
Em 1814 matriculou-se em Coimbra no curso de Teologia. Em 23 de Março de 1816 foi ordenado Padre.
No ano letivo de 1818-1819 frequentava o 5º Ano de Direito de Cânones pelo que se considera que ficou Bacharel formado em Direito de Cânones no dia 9 de julho de 1819.
Em 26 de julho de 1818 foi nomeado professor regente da cadeira de filosofia, retórica e geometria, na vila de Arganil.
Doutorou-se em Direito de Cânones em 7 de janeiro de 1821.
Em 1822 teve uma bolsa, beca em castelhano, da Ordem de Avis, no colégio das Ordens Militares da Universidade, de que tomou posse e fez profissão solene de Frade Conventual no dia 16 de julho.
Em 1823 foi nomeado membro da comissão de fazenda da Universidade tendo sido nomeado promotor fiscal do Estado e fazenda, em conselho de Decanos.
Foi eleito deputado em 29 de setembro de 1826.
Em 1834, com a implantação do regime constitucional foi dispensado do magistério que exercia na Universidade desde 1822. A razão para esta destituição, hoje dir-se-ia que foi saneado, teve a ver com o apoio dado por ele ao partido do Dom Miguel. Também lhe foi retirada a vice-reitoria da Ordem de Avis. Em consequência de tudo isto, teve que passar a exercer atividades fora do Estado.
Em 1836 o Patriarca de Lisboa, D. Frey Francisco de São Luís, natural de Ponte de Lima, incumbiu-o de reorganizar um colégio de estudos preparatórios para o estado eclesiástico, tarefa que cumpriu com êxito, abrindo-o em outubro de 1839 e que funcionou no palácio do Marquês de Tancos, em S. Cristóvão. Em sua homenagem, foi dado ao colégio o nome de “Colégio do Dr. Cicouro”. Dada a qualidade superior do corpo docente, em que ele se destacava, sem receber ordenado, depressa o colégio adquiriu fama de ser um bom colégio.
Em 21 de Junho de 1842 foi nomeado vigário Geral Apostólico da Diocese de Évora. Na qualidade de Vigário Geral no Arcebispado de Évora, publicou, em 18 de janeiro de 1845, uma Pastoral dirigida aos párocos e aos seus paroquianos, sobre os deveres dos cidadãos durante a quaresma.
Em 1 de julho de 1847 o Patriarca D. Guilherme I, nomeou-o Desembargador Ordinário da Relação e Cúria patriarcal e em 31 de agosto de 1852 foi nomeado Chantre da Sé de Évora.
Teve Carta de Apresentação na Cadeira Capitular da Stª Igreja Patriarcal de Lisboa, por decreto de 21 de outubro de 1847.
Referências: Assentos de batismo e casamento; Pastoral – Arquivo Distrital de Setúbal; RGM de Dona Maria II.



