Barroso da Fonte
Barroso da Fonte
Escritor e Jornalista. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

No país das maravilhas, uma sociedade de pelintras

É evidente que o Tratado de Lisboa foi um êxito. Fosse qual fosse o governo que estivesse no comando do país, teria a quase unanimidade dos Portugueses. Bastou que o Mosteiro dos Jerónimos tivesse sido o palco eleito para receber os convidados, com a Torre de Belém e o Tejo à frente dos olhos, para […]

É evidente que o Tratado de Lisboa foi um êxito. Fosse qual fosse o governo que estivesse no comando do país, teria a quase unanimidade dos Portugueses. Bastou que o Mosteiro dos Jerónimos tivesse sido o palco eleito para receber os convidados, com a Torre de Belém e o Tejo à frente dos olhos, para mais, com a bênção de S. Pedro que mandou sol como não é vulgar em Dezembro. Mas o país não vive dessas foguetadas. Tal feito – disseram-no os jornais e as rádios não submissas ao poder político, custou a cada português dois euros para centenas de técnicos, políticos e camaradas, gastarem à tripa forra, ostentando efemeridades saloias. Lisboa tinha estruturas,

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