Sábado, 3 de Dezembro de 2022
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Armando Moreira
Armando Moreira
| MIRADOURO | Ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Rural e urbano – Solução óbvia

A Voz de Trás-os-Montes, o nosso jornal, deu-nos conta da nova concessão de transportes urbanos no concelho de Vila Real, destacando o aumento da oferta e horários.

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A notícia valorizava o facto do novo esquema abranger o território do concelho, esclarecendo que se irá fazer a ligação com outras linhas do município, permitindo uma melhor interligação entre os dois sistemas, até aqui separados, que levava a que as pessoas tivessem dificuldades em passar das carreiras urbanas para as interurbanas.

Transportes Urbanos, Interurbanos e Rede de Transportes Flexíveis, que chegam até localidades com menos de 10 habitações.

As nossas felicitações à autarquia. Concordamos vivamente com estas melhorias, porque vêm beneficiar muito a vida de quem tem que utilizar o transporte público para se movimentar da periferia para a cidade.

Quando tínhamos funções na presidência da autarquia, pensamos inúmeras vezes em intervir no sistema de transportes intermunicipais, por percebermos que as carreias interurbanas, que ligavam as cidades de Chaves, Régua, Bragança (Murça) e Sabrosa, não satisfaziam a mobilidade dentro do concelho. Mas, dada a sua natureza de concessão privada, nunca tivemos possibilidades de intervir. Finalmente, foi possível uma maior flexibilidade nas comunicações interurbanas. Parabéns à autarquia.

Permita-se-nos, porém, um alvitre, que nos parece poder dar ainda uma maior mobilidade dentro do concelho e ir de encontro às políticas sociais que vêm sendo implementadas.
Uma medida que tivemos em mente, mas que na altura não tivemos condições para a concretizar. Referimo-nos à criação de uma taxa única no transporte coletivo, para todos os habitantes do concelho, onde quer que residam, cofinanciada pela autarquia. Explico: morando em Vilarinho da Samardã, na Ermida, em Abaças, Justes, ou Andrães o acesso ao transporte coletivo, teria todo o mesmo valor, – 10, 15, 20 euros mensais –, exatamente igual ao de quem viva na cidade. Um “passe” que permitisse a estudantes, empregados comerciais, ou outros, que não sentissem que o seu local de residência pesava no orçamento mensal.

Esta medida aproximaria o mundo rural do urbano e, a prazo, contribuiria para o retorno dos que deixaram o seu lugar de naturalidade por causa das acessibilidades.

As autarquias locais têm agora condições (financeiras), para oferecer esta alternativa aos seus concidadãos que saberão avaliar estas vantagens e optar por não mudar de residência.

O mundo rural agradecerá, com certeza, esta nossa sugestão.

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