Domingo, 14 de Agosto de 2022
António Martinho
António Martinho
VISTO DO MARÃO Ex-Governador Civil, Ex-Deputado, Presidente da Assembleia da Freguesia de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Douro – Cidade Europeia do Vinho 2023

Que grande desafio para o Douro e os durienses!

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Mais que prémio. Não se conhecem, e a imprensa que deu a notícia não nos esclarece, quais os objetivos e as atividades a desenvolver. Mas se a RECEVIN atribui à mais antiga região demarcada e regulamentada do mundo o título de “Cidade Europeia do Vinho” é porque, decerto, a candidatura o merece. Aliás, em competição com municípios de outra excelente região demarcada, os do vale do Lima, vinho verde, e do Algarve. O vinho, no primeiro caso, com crescente impacto mundial, e o destino turístico, largamente conhecido, no segundo, constituíam-se como concorrentes difíceis. Também por isso, o desafio é ainda maior. Parabéns, antes de mais, pelo sucesso.

No Douro, reconhece-se, há uma certa propensão para olhar muito para o quintal e pouco para o que vai além dele. Ora, se a CIM Douro assume este desafio como seu, há toda a vantagem que o Douro seja visto no seu todo – de Comunidade Intermunicipal e de Região Demarcada. Como não são coincidentes, um esforço de coordenação e parceria trará vantagem a todos. Porque todos fazem o Douro. E note-se que este galardão é atribuído, na sequência de um concurso, por uma entidade que tem na sua génese a criação de rede e a cooperação. Basta um relance no seu site – «A RECEVIN – Rede Europeia das Cidades do Vinho surgiu com o intuito de defender os interesses dos territórios cuja economia e cultura estão fortemente associadas ao vinho e de criar uma plataforma para processos de transferência de conhecimentos, contactos e parcerias.»

Acontece que “a Cidade Europeia do Vinho” se segue ao ano em que se celebrou o 20º aniversário da integração de uma parcela importante da região demarcada, o Alto Douro Vinhateiro, na lista da UNESCO de Patrimónios da Humanidade. A chancela da RECEVIN para o enoturismo, e a da UNESCO para a cultura e o património podem potenciar a valorização e a promoção do Douro a nível transeuropeu e mundial. Por outro lado, dados do IVDP, as vendas dos vários vinhos que se produzem no Douro estão a crescer de forma significativa – próximo dos 600 milhões de euros em 2021–, na sua maioria, em resultado de exportação. Fatores que elevam a fasquia, sem dúvida. Mas que, se bem aproveitados, podem fazer de 2023 um excelente ano para o “Douro – Cidade Europeia do Vinho”.

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