Sábado, 4 de Fevereiro de 2023
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Ensino da medicina na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

Ministro prometeu, para 2023, medicina na UTAD

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Quando, em 2009, o governo socialista de então anunciou a criação de um curso de Medicina na Universidade de Aveiro (UA), escrevi neste jornal: “Outro aspeto que não compreendemos é o porquê da criação deste Curso de Medicina, que reafirmamos é desnecessário, em Aveiro, que tem três Faculdades de Medicina a 50 quilómetros de distância (1 em Coimbra e 2 no Porto)!

Já que se optou por criar mais um Curso de Medicina, então aproveitava-se para descentralizar e promover o interior cada vez mais isolado e desertificado e criava-se esse curso, por exemplo, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real, ajudando ao desenvolvimento de Trás-os-Montes e ao progresso da sua Universidade”. Estes comentários, que então teci, mais razão ganharam perante o fracasso da UA que não foi capaz de organizar o referido curso!

Em 2021, o Ministro do Ensino Superior do anterior governo socialista, Manuel Heitor, anunciou a criação de três novos cursos de medicina nas Universidades de Aveiro, de Évora e na UTAD. Foi pena terem-se perdido todos estes anos, 14 até agora, e não se ter dado a oportunidade à UTAD em 2009, como então defendi. O curso de Medicina na UTAD é muito bom para Vila Real e para Trás-os-Montes já que vai dar outra dinâmica a esta universidade, favorecer a economia vila-realense e contribuir para uma melhor cobertura médica da região, já que muitos dos novos médicos formados acabarão por cá ficar.

Na mesma altura, o ministro prometeu, para 2023, o início destes novos cursos, ou seja, no decorrer do ano que agora começa teremos medicina na UTAD. Não sei em que fase se encontra este processo, mas afigura-se-me extremamente difícil no curto espaço de dois anos montar uma Faculdade de Medicina, estrutura pesada e exigente, que obriga a um corpo docente, a laboratórios, a equipamento diferenciado e a hospitais de ensino.

Para este novo curso, a UTAD irá necessitar da colaboração de hospitais e centros de saúde da região. De facto, para se ensinar medicina, e formar médicos, é fundamental que os alunos aprendam junto dos doentes, falando com eles, interrogando-os, observando-os e aprendendo a tratá-los. Não há modelo virtual, nem computador que substitua uma história clínica feita presencialmente junto do doente. Mas os hospitais em que for implementado o ensino clínico deste novo curso de medicina também se valorizarão, já que ganharão uma outra vida que os projetará para o progresso e para a modernização, e o seu corpo clínico, que irá ser convidado a ministrar as aulas práticas, terá desta forma a oportunidade de abraçar uma carreira universitária que lhe abrirá novos horizontes.

Esperemos que o ensino da medicina na UTAD se venha a concretizar rapidamente para o bem da região e do país.

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