Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2023
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António Cunha
António Cunha
Presidente da CCDR-N

Terras de Trás-os-Montes num Norte “à medida”

Neste Norte de bons exemplos, é devida uma palavra de felicitação às empresas e aos empresários destas 500 maiores empresas de Trás-os-Montes, assim como aos seus municípios e associações que, com a sua resiliência, criam trabalho e riqueza local.

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Em Terras de Trás-os-Montes encontramos uma rede de empresas de referência no Norte, no país e, nalguns casos mesmo, na Europa, bem como centros de ciência e tecnologia e polos de investigação que se situam no roteiro da inovação e do desenvolvimento. É da convergência entre ciência e empresas que se faz o Norte do futuro.

Aqui no interior a cultura também se destaca: os artistas e os artesãos mostram ao mundo o seu talento e sentido de pertença. Lembrando as palavras da artista plástica Graça Morais, segundo a qual “a minha aldeia está presente em tudo o que faço”, é também da convergência entre criatividade e tradição que se fará o Norte do futuro.

Trás-os-Montes, apesar das dificuldades que se colocam aos territórios de baixa densidade, mais afastados dos grandes centros urbanos, tem desenvolvido um tecido empresarial resiliente, centros de ciência de relevo e uma atividade cultural com impacto nas dinâmicas socioeconómicas. Um progresso que abraça o desafio de uma economia mais verde e do desenvolvimento sustentável, num contexto muito particular de convergência de crises – pandémica, político-militar, climática e ambiental, energética, económica e demográfica.
Os fenómenos excecionais como a recente pandemia, as secas prolongadas e os fenómenos climáticos extremos, assim como o regresso de conflitos armados com impacto global, determinam a implementação prioritária das agendas das grandes transições tecnológicas e de desenvolvimento. O Norte e as Terras de Trás-os-Montes não podem falhar – não falharão – esse repto.

Estes desafios que o país enfrenta reclamam respostas integradas e multidisciplinarmente adaptadas às diferentes realidades territoriais, numa gestão descentralizada, ágil e de proximidade. O modelo “pronto-a-vestir” das políticas públicas centralizadas e verticalizadas, desenhadas a régua e esquadro para um inexistente “país médio”, não se adequa às realidades e potencialidades territoriais. Portugal, sendo uno, não é territorial, social, económica e culturalmente uniforme.

Como sabemos, o modelo de governação regionalizada e integradora não norteia, ainda, a organização do Estado português, que é um dos mais centralizados da União Europeia e da OCDE. Deve, por isso, gerar expectativa e esperança o quadro de reforma territorial do Estado apresentado recentemente pelo Governo, que abre um horizonte de maior integração e autonomia dos poderes públicos regionais desconcentrados.

Num Norte que se quer em convergência com a União Europeia, a desconcentração de poderes do Estado é uma reforma prioritária. Essa reforma, incremental como inadiável, é, por isso, e a par do municipalismo, uma chave indispensável para vencermos os desafios de coesão e competitividade que temos. Aqui, neste Norte com futuro.

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