Sábado, 25 de Maio de 2024
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Agostinho Chaves
Agostinho Chaves
Trata o jornalismo por tu. Colabora com a VTM há mais de 25 anos. Foi Diretor entre 2014 e 2019. Passou por meios de comunicação nacionais, como o Comércio do Porto e a Rádio Renascença.

Uma triste história de Natal

Quanto vale, monetariamente, uma pessoa?

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A maior parte de nós dirá, obviamente, que uma pessoa não tem preço.

No entanto, o trabalho de uma pessoa tem valores de retribuição e em certos casos esses valores assustam-nos, como os que campeiam no mundo da prostituição e do tráfico de seres humanos. Na atividade seguradora, também se atribuem valores ao corpo de uma pessoa ou a uma parte dele. São conhecidos os casos de pianistas que fazem seguros das suas mãos ou de futebolistas que seguram quanto podem os seus pés.

De repente, surge um problema na vida de uma pessoa, especialmente, na sua saúde. Uma Saúde a que todos têm direito, constitucionalmente. E surge a necessidade de uma intervenção cirúrgica, sim, porque uma pessoa, seja ela quem for, tem direito a que atentem nela, tem direito à vida, à estima, à felicidade, à dignidade, à tranquilidade, à paz, ao afeto, ao esmero, aos cuidados e aos tratamentos.

Na altura deste natal, quando tanto se falou de solidariedade, de auxílio às vítimas, de amizade e compreensão, tivemos o caso da Miriam, uma menina de Cacém (Sintra) que nasceu com “espinha bífida” e “pé boto”. Para não perder a perna, a Miriam teria de ser sujeita a uma intervenção que custaria 58 mil euros (70 mil dólares) numa clínica norte-americana. Mas os seus pais não tinham essa quantia. E a Miriam, com sete anos de vida, viu a sua perna ser amputada. Uma perna que, pelos vistos, valia esses milhares de euros todos. Demasiados para quem tem direito a ter saúde e a ser livre e feliz.

E desta maneira se escreveu, este ano, a mais triste história de Natal. Mais triste ainda do que a da “Menina dos fósforos” ou do “Soldadinho de chumbo”.

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