Sábado, 16 de Outubro de 2021
Armando Moreira
MIRADOURO Ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Venezuela: uma ditadura

A suspensão dos voos da TAP, pelo regime de Maduro, que impede a nossa transportadora aérea de voar para Caracas, incita-nos a abordar este tema do regime venezuelano, país onde tantas centenas de milhares de portugueses resistem a viver.

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Eventualmente, muitos milhares de transmontanos, que naquele país – que foi próspero, haviam decidido fixar-se e realizar a sua vida. 

A suspensão dos voos da transportadora nacional, decretada por infundadas razões de segurança nacional, visam atingir a comunidade portuguesa ali residente, que não deve morrer de amores, por aquele inqualificável regime político. Paula Teixeira da Cruz, que foi Ministra da Justiça de Portugal, acerca deste regime, escreve no Jornal Público: Num país governado por um governo brutal, apoiado na polícia política, num exército platónico enquadrado por mais de dois mil generais, aos quais tudo foi permitido, e nos comités revolucionários de bairro e de rua, que tudo controlam e exercem o poder na mais absoluta impunidade, na verdade o PIB desceu mais de 65% nos últimos dez anos e a inflação atingiu e instalou-se em níveis estratosféricos. 

Em consequências disto, este modelo de esquerda populista radical, louvado pelos intelectuais comunistas europeus (inclusive do nosso PCP) e latino-americanos, deu lugar ao maior movimento migratório da atualidade, com a fuga maciça de cerca de seis milhões de pessoas escorraçadas – número que é superior a toda a emigração resultante do prolongado conflito na Síria. 

Diariamente, as imagens que nos chegam daquele país, lembram-nos o que os regimes ditatoriais fizeram no século passado na Europa, quer a propósito das duas Grandes Guerras Mundiais, que a história abundantemente relatou, quer do regime soviético que oprimiu a União Soviética desde 1917, até que o muro ruiu em Berlim Leste em 1989. Entretanto, a comunidade internacional, parece virar costas, quando cataclismos políticos como este de Venezuela, se abatem sobre estas comunidades.

Foi para salvaguardar estes fenómenos, que se criou, após a Primeira Grande Guerra a Sociedade das Nações, e após a segunda, a Organização das Nações Unidas, a ONU, organismo a que hoje preside, um compatriota nosso, o Eng. António Guterres, que já foi Primeiro Ministro de Portugal. Em boa verdade, diga-se, talvez injustamente, que não se percebe muito bem, qual é o papel que o Conselho de Segurança da ONU tem desempenhado neste conflito da Venezuela, como agora esta decisão sobre a suspensão dos voos da TAP, bem demonstra. Pobre comunidade portuguesa.

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