Barroso da Fonte
Barroso da Fonte
Escritor e Jornalista. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Vila-realense que engrandeceu a cultura Portuguesa

Eng.º António de Almeida nasceu há 130 anos

Se fosse vivo completaria 130 anos no dia 5 de novembro último. Filho de Manuel Maria Almeida, natural de Guimarães ,e de Maria de Jesus, natural da Meda, foi batizado na freguesia de S. Pedro, em Vila Real. Aí nasceram e viveram os quatro irmãos. O pai fora oficial do Exército e, por causa disso, cedo foram viver para Lisboa, onde o pai faleceu em 1903. A mãe faleceu 54 anos depois, em 1962.

Regressado ao Porto, em 1915, já com 23 anos e como Eng.º Civil, cumpriu o serviço militar obrigatório no Ministério da Guerra. Durante o liceu, em Lisboa, conviveu com a família do banqueiro José Maria do Espírito Santo Silva, principalmente com o filho mais velho dessa família, de nome José Ribeiro, com o qual criou uma amizade para toda a vida.

Em 1917 desligou-se do exército e ingressou no Ministério das Obras Públicas, interessando-se por atividades de caráter empresarial. Falecendo, entretanto, o banqueiro de quem fora amigo (e dos filhos), o José Ribeiro, que fora obrigado a tomar conta dos negócios do pai, entendeu instalar, no Porto, uma filial da Casa Bancária Espírito Santo Silva & Cª. Obviamente, o Engenheiro Civil, já na situação de amigo e de colaborador, comprou um terreno na Avenida dos Aliados, nele fundando um edifício que passou a ser sede do banco e de outros interesses afins.

Em 4 de julho de 1921 foi inaugurada essa filial do Banco Espírito Santo que passou a ter o «Senhor Almeida», nome pelo qual gostava de ser tratado. Desde 1921 até 1935 viveu no 3º andar daquele edifício, onde funcionava o banco. A partir dos anos 30, os dois amigos fizeram uma parceria e ocuparam até ao fim das suas vidas os cargos de presidente e de vice-presidente do conselho de administração. Quando o Banco completou 40 anos, foram inaugurados dois bustos, em bronze desses dois empresários portugueses.

-PUB-

António de Almeida casou em 30 de outubro de 1920 com Olga Ana Adelaide Andresen, filha de um casal de grandes recursos para a época. Sempre tiveram uma vida cheia de coisas boas, ora aqui, ora ali, fruindo dos gostos do desporto, da viagem, da terra e do mar.

Em 1963 ficou viúvo e sofreu muito com isso, deixando o seu nome ligado a grandes causas filantrópicas, como a Cruz Vermelha Portuguesa.

 Faleceu em 9/10/1968. Por testamento criou a Fundação Eng.º António de Almeida, com sede na Rua Tenente Valadim, no Porto que teve ao longo de quase meio século que ora decorre e que dia 27 será assinalado com uma sessão solene de apresentação da Crónica da Fundação Eng. António de Almeida. 50 anos de impulso cultural, criativo e propagador. Será invocada a memória não só do patrono, mas também do ideólogo Doutor Fernando Aguiar-Branco, falecido em 28 de janeiro deste ano.

ARTIGOS do mesmo autor

Acabo de completar 70 anos de jornalismo

A Idade Média no distrito de Vila Real

A Tellus e a Diocese de Vila Real

Ser ranger é ser cidadão completo

Aniversário desta Voz

NOTÍCIAS QUE PODEM SER DO SEU INTERESSE

ARTIGOS DE OPINIÃO + LIDOS

Notícias Mais lidas