Sábado, 4 de Dezembro de 2021
Barroso da Fonte
Escritor e Jornalista. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Vila-realense que engrandeceu a cultura Portuguesa

Eng.º António de Almeida nasceu há 130 anos

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Se fosse vivo completaria 130 anos no dia 5 de novembro último. Filho de Manuel Maria Almeida, natural de Guimarães ,e de Maria de Jesus, natural da Meda, foi batizado na freguesia de S. Pedro, em Vila Real. Aí nasceram e viveram os quatro irmãos. O pai fora oficial do Exército e, por causa disso, cedo foram viver para Lisboa, onde o pai faleceu em 1903. A mãe faleceu 54 anos depois, em 1962.

Regressado ao Porto, em 1915, já com 23 anos e como Eng.º Civil, cumpriu o serviço militar obrigatório no Ministério da Guerra. Durante o liceu, em Lisboa, conviveu com a família do banqueiro José Maria do Espírito Santo Silva, principalmente com o filho mais velho dessa família, de nome José Ribeiro, com o qual criou uma amizade para toda a vida.

Em 1917 desligou-se do exército e ingressou no Ministério das Obras Públicas, interessando-se por atividades de caráter empresarial. Falecendo, entretanto, o banqueiro de quem fora amigo (e dos filhos), o José Ribeiro, que fora obrigado a tomar conta dos negócios do pai, entendeu instalar, no Porto, uma filial da Casa Bancária Espírito Santo Silva & Cª. Obviamente, o Engenheiro Civil, já na situação de amigo e de colaborador, comprou um terreno na Avenida dos Aliados, nele fundando um edifício que passou a ser sede do banco e de outros interesses afins.

Em 4 de julho de 1921 foi inaugurada essa filial do Banco Espírito Santo que passou a ter o «Senhor Almeida», nome pelo qual gostava de ser tratado. Desde 1921 até 1935 viveu no 3º andar daquele edifício, onde funcionava o banco. A partir dos anos 30, os dois amigos fizeram uma parceria e ocuparam até ao fim das suas vidas os cargos de presidente e de vice-presidente do conselho de administração. Quando o Banco completou 40 anos, foram inaugurados dois bustos, em bronze desses dois empresários portugueses.

António de Almeida casou em 30 de outubro de 1920 com Olga Ana Adelaide Andresen, filha de um casal de grandes recursos para a época. Sempre tiveram uma vida cheia de coisas boas, ora aqui, ora ali, fruindo dos gostos do desporto, da viagem, da terra e do mar.

Em 1963 ficou viúvo e sofreu muito com isso, deixando o seu nome ligado a grandes causas filantrópicas, como a Cruz Vermelha Portuguesa.

 Faleceu em 9/10/1968. Por testamento criou a Fundação Eng.º António de Almeida, com sede na Rua Tenente Valadim, no Porto que teve ao longo de quase meio século que ora decorre e que dia 27 será assinalado com uma sessão solene de apresentação da Crónica da Fundação Eng. António de Almeida. 50 anos de impulso cultural, criativo e propagador. Será invocada a memória não só do patrono, mas também do ideólogo Doutor Fernando Aguiar-Branco, falecido em 28 de janeiro deste ano.

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