Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2024
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Armando Moreira
Armando Moreira
| MIRADOURO | Ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Ferrovia do Douro

Duas observações impelem-nos, de novo, para a Linha do Douro.

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Uma por via de observação direta, outra pela observação que nos é feita pelo presidente da 11, a quem imputei, erradamente, em crónica no primeiro jornal de abril, a representação dos municípios do Vale do Douro.

Luís Manuel Almeida, Presidente da Direção da Associação Vale D’Ouro, esclarece-nos que esta “Associação é uma instituição de direito privado e tem 360 associados individuais. Colabora ativamente com municípios dos distritos de Vila Real, Viseu, Bragança e Guarda e desenvolve atividades nas regiões do Douro, Trás-os-Montes e Beira Alta”.

Agradecemos o esclarecimento e saudamos esta ativa colaboração, que nos levou a pensar que dos próprios municípios se tratava, a quem agradecemos o seu contributo no enriquecimento do Plano Nacional Ferroviário – documento decisivo para definir a rede ferroviária que assegurará as comunicações de interesse nacional e internacional do nosso país.

Neste importante instrumento de trabalho, além da reabertura da Linha do Douro no troço internacional, a Associação apontou os benefícios da integração com os eixos de mobilidade de toda a região de Trás-os-Montes, e fez notar que esta deve iniciar-se no Aeroporto Francisco Sá Carneiro e não em Caíde, como foi proposto. Parabéns, por isso, e oxalá os autarcas da região saibam coadjuvar esta proposta.

Surpreendeu-nos a dimensão de uma composição ferroviária, na estação da Régua, com carris de grande dimensão e o que nos pareceu ser material de apoio a obras.
Esta foi uma boa surpresa, que nos lembrou a promessa de Pedro Nuno Santos que, enquanto ministro, garantiu, em Freixo de Espada à Cinta, que o comboio voltaria a apitar em Barca de Alva no início de 2027.

Corremos na busca de mais informação e ficamos a saber que a empresa Mota-Engil está a melhorar o troço da via entre o Pinhão e o Pocinho, com a aplicação de novos e atualizados carris, – de barra longa soldada. Esta requalificação abrange o troço considerado em fim de ciclo de vida útil, nos concelhos de São João da Pesqueira e Vila Nova de Foz Côa, e além dos carris envolve também a substituição integral das velhas travessas de madeira por solipas novas de betão.

Este investimento, que ronda os sete milhões de euros, deixa-nos animados e mais atentos. Como dissemos, há cerca de um mês, era importante que António Costa olhasse para a rede ferroviária nacional, de forma séria, e que, de uma vez por todas, faça cumprir o Plano de Modernização da Linha do Douro.

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