Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2024
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Armando Moreira
Armando Moreira
| MIRADOURO | Ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Guerra e Paz

Servimo-nos do título de um dos livros de Leon Tolstói, escritor de língua russa, do século XVIII, para encimar esta crónica semanal.

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1 – De facto, os acontecimentos iniciados com a invasão da Ucrânia pela Rússia, seu país vizinho, está a ganhar um ritmo muito preocupante para o futuro de toda a humanidade.

Na sua bênção “Urbi Et Orbi”, na praça de São Pedro, no domingo de Páscoa, o Santo Padre rezou pela paz no mundo, como é habitual. Porém, o que se exigia aos líderes religiosos, designadamente aos que professam a fé Cristã, – Católicos e Ortodoxos, era que se empenhassem junto dos líderes políticos, para conseguir um cessar-fogo inequívoco, por forma a que as populações que têm vindo a ser dizimadas – em todo o mundo, e não apenas na Ucrânia –, pudessem retomar à sua vida quotidiana de paz e progresso.

A imprensa vai fazendo opinião de que “a paz será quando a China quiser”. Mas, a nosso ver, colocar um ponto final neste conflito, não será assim tão linear. Do lado de quem apoia a Rússia, está a ser visto como confronto de duas civilizações. De um lado os países da NATO com democracias maduras interessadas no desenvolvimento progressivo das suas sociedades, e do outro, sociedades não democráticas, ainda não refeitas das consequências da “queda do muro de Berlim”.

Na nossa convicção, não será apenas a China a poder decidir o fim deste conflito. Têm de ser as respetivas sociedades humanas a exigir outras lideranças políticas, em processo democrático, o que leva tempo a atingir.

2 –  No nosso país, que tem também as suas “pequeninas guerras”, tem sido notícia o mal-estar existente dentro dos órgãos diretivos da TAP, que se têm entupido em “casos e casinhos”, envolvendo sempre o desbaratar do património público. Veja-se este exemplo de dar, assim, a seu bel-prazer, uma indeminização de 500 mil euros, retirados do património público. Enquanto não voltar a ser privatizada a gestão da empresa, tudo o que nela existe é de todos nós e por isso não admira que possa haver a tentação de desbaratar, o que não lhes pertence. É certo que a decisão do governo em 2015, de nacionalizar de novo o capital e a gestão da empresa, permitiram os maiores absurdos, instalando uma “guerra” surda, entre os seus muitos membros diretivos. Por isso se saúda a decisão do Governo, agora tomada, de privatizar o capital da empresa, – o que não deixa de ser considerada uma “mea-culpa”.

Erros de gestão, como o que está em causa, deveriam ser sancionados pelo poder político, com os instrumentos constitucionais de que o país dispõe.

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