Domingo, 26 de Setembro de 2021
Mário Lisboa
Tenente-Coronel da Força Aérea. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Os lares de idosos, o último recurso

Diariamente, os órgãos de Comunicação Social relatam a situação atual e a evolução da Covid-19. Nestes números sobressaem os lares de idosos que, infelizmente, são os mais fustigados

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Diariamente, os órgãos de Comunicação Social relatam a situação atual e a evolução da Covid-19. Nestes números sobressaem os lares de idosos que, infelizmente, são os mais fustigados.

Em Vila Real, conhecemos só o Lar de Nossa Senhora das Dores, onde estava instalada a minha irmã, Manuela Lisboa. Devo dizer que o carinho e a atenção aos utentes eram de impressionar. Infelizmente foi o lar mais atingido da cidade pela pandemia, mas esta foi para lá transportada, como aliás acontece de uma maneira geral pelo contacto humano.

Poderia, mas seria injusto, não prestar a minha homenagem a quem trabalha no referido lar, apesar da Manuela Lisboa ter sido uma das vítimas da pandemia. Estava escrito.

Dentro desta problemática dos Lares de Idosos, achamos que o Governo, através dos seus “Órgãos Competentes”, deveria analisar os casos em que os idosos que tem mobilidade e mantenham a sua autonomia, e ajudar as suas famílias com mil euros por mês. Esta verba poderia auxiliar a sua manutenção em casa, o que iria aliviar os lares que têm como primeira missão ajudar os incapacitados ou acamados que têm como último recurso o direito à vida como seres humanos.

É evidente que, o acima proposto, poderia com uma simples estrutura a nível de freguesia criar uma equipa multidisciplinar que avaliasse e reconhecesse este tipo de situação, diminuindo o excesso de utentes que normalmente acontece nos lares e instituições.
Nós vamos ser os novos idosos, com acesso à internet, com computador e outras facilidades proporcionadas pela evolução tecnológica.

Deste modo, a “Nova Terceira Idade” precisa de um novo paradigma que lhe dê condições para estar sempre ligado ao mundo.

Um idoso, no seu seio familiar, mantém a relação intergeracional dos avós com os netos, evitando-se assim um abandono e uma solidão que apressa a sua morte.
Temos pena de não termos os meios para podermos dar uma volta a todas estas situações, mas para nós, os idosos nos lares não estão abandonados. Há que mantê-los vivos, visitando-os sempre que possível, porque o coração deles não morre. Está vivo até à eternidade.

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