Quinta-feira, 30 de Maio de 2024
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Levi Leandro
Levi Leandro
Engenheiro. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Os socialistas estarão nervosos…?

Aqui na Bila a autarquia socialista não pára de nos surpreender... Que faça combate político contra o PSD é normal, agora internamente… não deixa de ser inusitado

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Recentemente houve, alegadamente, desinteligências, a roçar a grosseria, entre a atual vereadora e a candidata a vereadora em 6.º lugar.

Colocaram em posição desconfortável o antigo vereador nº 4, quando o “elegeram (?)” presidente da empresa Vila Real Social (VRS), que culminou, em 27/4 de 2023, com a visita da Judiciária à VRS, onde apareceu, alegadamente, relacionado o novo diretivo executivo da empresa intermunicipal “Águas do Interior Norte” (AdIN). Tendo ambos introduzido uma nova forma de trabalhar sem receber o pro bono.

Consta-se que existe um alegado mau estar nos socialistas da autarquia. A mudança de ciclo está à porta e as divergências políticas entre eles acentuam-se. Para apimentar a situação, presume-se que poderão haver duas listas às eleições da concelhia socialista em outubro próximo.

Abordemos agora a AdIN sob duas perspetivas. Será que os socialistas da Bila não têm quadros com vontade, valor e visão? Ou são todos muito fracos? Porque tiveram que optar por um engenheiro reformado com mais de 70 anos que só pode trabalhar de forma remunerada com uma autorização do ministério da tutela? Dizem alguns que tem um bom curriculum, não me sinto capaz de o avaliar, mas constato que, na última década, os lugares que ocupou foram de cariz político partidário e o seu desempenho, nalguns casos, foi incongruente em função da empresa onde estava. Por vezes, cumprir os deveres e regras deontológicas não é fácil….

Analisemos a 2ª perspetiva. O senhor é deputado eleito pelo nosso distrito, continua como vereador não executivo (sem pelouros) e mantém-se como presidente não executivo do conselho de administração da AdIN. Será insubstituível? Os socialistas ao recusarem a substituição do vereador nº 5 concluíram que a CMVR funciona bem apenas com quatro vereadores, pois redistribuíram os pelouros pelos vereadores executivos. Também podemos equacionar que a vereadora sucessora não lhes inspira confiança política.

A AdIN poderá ser, neste momento, uma empresa com alguns problemas internos de várias naturezas. O próprio presidente reconheceu em comunicado que a própria sustentabilidade da empresa ainda não está garantida. Não deixa de ser curioso que, ao fim de quase 4 anos e meio, esta seria a altura de dar cumprimento à orgânica da AdIN, nomeando um diretor executivo com o perfil escolhido, penso que foi apenas mera coincidência…

Acho que devem ser colocadas algumas questões ao tribunal de contas (TC), independentemente dos pareceres jurídicos que possam existir, pois veio-me agora à memória que a CMVR pagou as quotas na ordem dos advogados a uma jurista da autarquia e um diretor e vereador(a) foram condenados a repor o dinheiro do seu próprio bolso. Também deveria ser aferida a legalidade, junto do TC, se o presidente da VRS e o diretor executivo da AdIN podem exercer as suas funções em regime pro bono.

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